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BELO HORIZONTE: A METRÓPOLE DA MINEIRIDADE

Anote aí: se você procura no Brasil um destino onde encontrar, ao mesmo tempo, a mais interessante mistura de tudo de melhor que uma cidade grande e outra do interior podem lhe oferecer, seu roteiro está traçado: Belo Horizonte, ou Beagá (BH), para os íntimos. E essa dualidade observa-se desde sua origem. 

Belo Horizonte é uma cidade jovem. Foi planejada e fundada em 1897 para ser a nova capital de Minas Gerais. No entanto, o município está situado em um dos estados brasileiros com passado mais marcante, berço dos mais famosos destinos históricos do país. A moderna capital mineira já nasceu com tradição e contemporaneidade circulando por suas veias.

Com apenas 122 anos, BH já é o sexto município mais populoso do país, com mais de dois milhões e meio de habitantes. O boom populacional e territorial vivido nos últimos 50 anos trouxe a cidade a convivência diária com conhecidos problemas das grandes metrópoles brasileiras – trânsito, segurança, mobilidade urbana e planejamento habitacional. Mas mesmo diante dessa realidade, Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo.

Em 2010, a capital mineira gerou 1,4% do PIB do país e, em 2013, era o quarto maior PIB entre os municípios brasileiros, responsável por 1,53% do total das riquezas produzidas no país. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é a classificação da revista América Economía, na qual, já em 2009, Belo Horizonte aparecia como uma das dez melhores cidades para fazer negócios da América Latina, segunda do Brasil, à frente de cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.

Mas muito além de indicadores e números frios vive Beagá. A cidade é pura poesia, embalada por um sentimento que envolve a tudo e a todos que nasceram ou amam BH. Tal sentimento foi definido um dia por algum sábio como “mineiridade”. E para que você possa entender do que se trata, preparamos este “roteirão” (ou seria “roteirin”? – risos) com o melhor de Belo Horizonte para quem quer (re)visitá-la muitas e muitas vezes. E atenção à dica: apure seus ouvidos, pois o sotaque também é uma atração por essas terras mineiras. Vem com a gente!

O belo horizonte

Abrigada entre a Serra do Curral – símbolo da capital mineira escolhido por meio de um plebiscito ocorrido em 1995 -, o horizonte de BH é verdadeiramente belo e inspirador. Não é à toa que batizou a nova capital do estado. Uma pintura diária, do nascer ao pôr do sol.

O belo horizonte: a capital mineira vista das margens da Serra do Curral, no Mirante do Mangabeiras
O belo horizonte: a capital mineira vista das margens da Serra do Curral, no Mirante do Mangabeiras

A gastronomia

Poucas coisas representam tão bem a mineiridade aguçada da capital de Minas quanto a sua gastronomia. Claramente, a culinária mineira é a essência e ponto de partida de tudo que se serve à mesa em Belo Horizonte. Essa raiz é a inspiração do nacionalmente conhecido festival Comida di Buteco, criado há 20 anos, e um dos cartões de visita do turismo em BH. O festival acontece todos os anos, entre abril e maio.

O petisco servido pelo Tanganica Art Bar, vencedor da 20ª edição do Comida di Buteco, comemorada em 2019
Foto: Divulgação

O petisco servido pelo Tanganica Art Bar, vencedor da 20ª edição do Comida di Buteco, comemorada em 2019
Foto: Divulgação

Os botecos

O berço do festival Comida di Buteco não poderia deixar também de ser a capital nacional desse tipo de estabelecimento. Um levantamento feito pela prefeitura municipal, em 2017, apontou que em Beagá haviam 9500 bares, uma média de 28 unidades por quilômetro quadrado de área do município. Para os amantes de uma gelada e de um petisco, este título de Belo Horizonte é um prato cheio. Afinal, o próximo boteco fica logo ali!

Os botecos espalhados por BH
Os botecos espalhados por BH

O Mercado Central

Temperos, aromas, sabores, crenças, cores: todas as características mais marcantes da mineiridade dão charme e muita personalidade ao mercado mais querido de Belo Horizonte. Há nove décadas, o Mercado Central é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.

Entre mantimentos, hortifrutis, carnes exóticas e tudo mais que se possa entrar em um enorme armazém, no Mercado Central também é possível provar deliciosos pratos da comida típica local, como o famoso fígado acebolado com jiló. O estabelecimento também abriga comércios relacionados a diferentes formas de religiosidade, toda a criatividade e delicadeza do artesanato e muitos outros preciosos traços da cultura popular mineira. Tudo isso faz do Mercado Central um espaço único, que une tradição e contemporaneidade e encanta por sua singularidade.

No coração de Belo Horizonte,  o Mercado Central é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.  
Foto: Pedro Vilela
No coração de Belo Horizonte, o Mercado Central é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.
Foto: Pedro Vilela

A Savassi

Localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a Savassi é conhecida pela grande quantidade de bares, pela agitada vida noturna e por possuir um desenvolvido comércio e vocação para negócios, sendo uma das regiões mais prestigiadas da cidade. Seu point, sem dúvidas, é a famosa praça, que, na verdade, se chama Praça Diogo de Vasconcelos. Mas é também na região da Savassi que está localizada a Praça da Liberdade, que, por muitas décadas, foi o coração administrativo do governo do Estado e, hoje, foi transformada em um circuito cultural. Impossível visitar BH sem passar um dia inteiro desbravando a pé cada cantinho da Savassi.

Praça da Liberdade, localizada na região da Savassi
Praça da Liberdade, localizada na região da Savassi

O bairro de Santa Tereza

Dizem que a felicidade e a gentileza moram em Santa Tereza. E é verdade! Lá é um bairro onde as pessoas ainda conservam o hábito de dar bom dia e boa noite, de trocar um “dedo de prosa” na porta de casa e das crianças brincarem na praça.  

Carinhosamente chamado de “Santê”, o bairro é quase uma materialização da mineiridade, que corta a “compridez” das palavras. É um lugar que ultrapassa suas próprias fronteiras por ser um celeiro de produção cultural. Lá é o berço de músicos famosos, como os grupos Skank e Sepultura. Mas nada se compara à importância de Santa Tereza para o cenário cultural do país como o fato de lá ser a casa do Clube da Esquina, o maior movimento musical já nascido em solo belorizontino.

O Parque Municipal

A principal área verde de BH pulsa no coração da cidade há 122 anos, tendo sido inaugurada poucos meses antes da capital. O Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi projetado para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina e sua estrutura foi inspirada nos parques franceses da Belle Époque. Um recanto de paz em plena agitação do centro da cidade.

No centro de Belo Horizonte está localizado  o Parque Municipal Américo Renné Giannett
No centro de Belo Horizonte está localizado o Parque Municipal Américo Renné Giannett

A feira “hippie”

A feira de domingo, ou feira da avenida Afonso Pena ou, ainda, a feira hippie, como foi (e ainda é) conhecida por muitos anos, é a maior feira de artesanato do Brasil. O local é um convite à convivência, à troca e ao encontro cultural no espaço público, além de ser um grande centro comercial de produtos exclusivos e artesanais.

Na feira tem flores desidratadas e arranjos decorativos, utilidades domésticas, móveis rústicos, cestos, tapetes e cortinas. Tem calçados, bolsas, bijuterias, vestuário adulto e infantil, enxoval para bebês, brinquedos e bichinhos de pelúcia. Tem instrumentos musicais de percussão, pinturas, esculturas e muito mais.

Bateu aquela fome ou sede?  Lá tem muita comida gostosa, sucos, refrigerantes e cervejas. A feira funciona todos os domingos do ano, das 7 às 14 horas, na Av. Afonso Pena entre as ruas da Bahia e Guajajaras, em frente ao Parque Municipal.

Feira "Hippie", a maior feira de artesanato do Brasil 
Foto: Lolivan Terra

Feira “Hippie”, a maior feira de artesanato do Brasil
Foto: Lolivan Terra

A Pampulha 

O cartão-postal mor de BH para o mundo é, sem dúvidas, a Pampulha. Ao longo dos 18 quilômetros de orla da lagoa há diversas atrações turísticas que compõem o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado pelo mundialmente famoso arquiteto Oscar Niemeyer nos anos 40 e declarado, em 2016, patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. 

As principais atrações turísticas da Pampulha são o Museu de Arte Moderna (originalmente um cassino), a igreja de São Francisco, a Casa Kubitscheck e a Casa do Baile. Nos arredores da Pampulha estão também o Ginásio Mineirinho e o Estádio Mineirão – o famoso gigante da Pampulha, o Parque Ecológico e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em uma visita a BH, a Pampulha merece, no mínimo, um dia inteiro dedicado somente a ela. Praticamente uma cidade dentro da cidade.

Pampulha, o maior cartão postal de Belo Horizonte
Pampulha, o maior cartão postal de Belo Horizonte

O bairro Mangabeiras 

Localizado em região nobre da capital, o Mangabeiras é o endereço do famoso parque que leva o mesmo nome do bairro, uma das principais áreas verdes da cidade e segundo maior parque ambiental urbano do Brasil.

Em visita ao bairro Mangabeiras, que tal reservar uns minutinhos para divertir-se com uma curiosidade que atrai milhares de turistas que visitam BH? Na rua Professor Otávio Coelho Magalhães – a popular Rua do Amendoim – um carro desligado parece subir a ladeira (ou morro, no vocabulário local). A causa é uma ilusão de ótica. Mas é muito mais legal aceitar o fato como um dos mistérios históricos da capital mineira, né?

Outro ponto turístico de destaque localizado no bairro é a Praça Israel Pinheiro, mais conhecida como Praça do Papa. Ela ganhou este apelido carinhoso em 1980, quando recebeu a visita do Papa João Paulo II, que ali celebrou uma histórica missa a céu aberto. Quem esteve presente ainda se lembra que o Papa admirou-se com a vista do local, um dos pontos mais altos de BH, e exclamou: “que belo horizonte”! Sem dúvidas, uma grande verdade!

Praça do Papa, aos pés da Serra do Curral 
Foto: Ênio Prado
Praça do Papa, aos pés da Serra do Curral
Foto: Ênio Prado

E aí, entendeu agora o que vem a ser essa tal “mineiridade”? Em BH, você consegue senti-la a cada suspiro, a cada final de frase “cantado”… Venha você também se encantar com ela e com o belo horizonte da capital mineira. Encontre seus voos aqui!

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