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Campus Party 2017: O que é, como funciona e onde vai ser

Há quem diga que, no futuro, a tecnologia ainda vai fazer muito mais pelo ser humano. Quem vai para a Campus Party, no entanto, já sabe: nós já vivemos “no futuro”. Tudo bem que (ainda) não temos hoverboards ou carros voadores, mas basta dar uma voltinha pelas atrações de uma Campus Party, incluindo as maratonas de desenvolvimento e programação, para descobrir que o que fazemos hoje superou o que alguém já sonhou no passado. O futuro é aqui e agora. O que a CP faz é trazer esse conceito para uma realidade… palpável.

Segundo o site oficial, o evento é conhecido como a maior experiência tecnológica do mundo, que junta em um mesmo lugar jovens nerds das mais diferentes partes do globo, em um festival de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e entretenimento. Em 2017, será realizado em seis países, incluindo o Brasil – e pode ser uma boa desculpa não só para aprender mais da tecnologia emergente como, também, conhecer um pouquinho do país em questão. Todas as sete localidades (Brasil, Costa Rica, México, Itália, África do Sul e Singapura) tem se mostrado extremamente promissoras na área da inovação tecnológica nos últimos anos, com a efervescência de startups e comunidades empreendedoras. E, para sermos bem honestos, são lugares bem lindos para se visitar.

Como Surgiu a Campus Party

Fruto de uma iniciativa espanhola de 1996, a Campus Party – com esse nome e o formato atual – foi inaugurada oficialmente em 1997, na cidade de Málaga, na Espanha. Começou como um evento de demonstração de jogos e novidades tecnológicas e logo se tornou algo em que os desenvolvedores do mundo todo, tanto de jogos quanto de programas de computação, começaram a prestar atenção.

Atualmente o formato contempla um festival de sete dias inteiros conectando comunidades online, desenvolvedores de jogos – e jogadores –, programadores, blogueiros, universidades, estudantes, artistas e até membros do governo. E quando falamos de sete dias inteiros, não exageramos: são sete dias de “festa”, 24 horas por dia. Não é à toa que em toda Campus Party exista uma área exclusiva para camping, onde as pessoas (literalmente) montam suas barracas para acompanhar absolutamente tudo o que rola no evento.

Desde sua fundação, que em 2017 completa 20 anos, a Campus Party já esteve em países como Colômbia, Estados Unidos, México, El Salvador, Chile, Alemanha, Equador e Brasil, e recebeu convidados incríveis em todas as edições. Os nomes mais conhecidos que já passaram por uma CP ao redor do mundo são Al Gore, ambientalista norte-americano, o físico Stephen Hawking, Steve Wosniak, um dos fundadores da Apple, o escritor Paulo Coelho e o músico e piloto Bruce Dickinson, entre muitas outras “celebridades” das áreas de tecnologia, inovação, artes, criatividade, empreendedorismo e política.

Para se ter uma ideia, a CPBR de 2017 (as datas estão aqui embaixo) vai receber, em São Paulo, ícones como Mitch Lowe, co-criador da Netflix, Eduardo Kobra, um dos artistas de grafite mais conhecidos do mundo, Grayson Chalmers, desenvolvedor do jogo de Playstation Overwatch, e Duília de Mello, astrônoma e astrofísica brasileira que vem fazendo um bom barulho na comunidade internacional com suas recentes descobertas.

Uma passadinha rápida pela grade de convidados mostra que, em termos de Campus Party, qualquer conhecimento que possa enriquecer o mundo em que vivemos hoje é muito bem vinda – inclusive o que emerge dos visitantes do evento. Não são só os melhores profissionais da área de tecnologia, inovação e empreendedorismo que participam das atividades: muitos entusiastas, estudantes ou não, mas que curtam conversar sobre os temas-chave da CP também marcam presença na semana mais inspiradora do ano de quem ainda acredita que é possível mudar o mundo.

A missão da Campus Party, inclusive, é justamente essa, a de mudar as coisas: “Inspirar e preparar os campuseiros e as cidades para serem os pontos nevrálgicos das mudanças da humanidade em que vivemos nos próximos anos”. Ou seja, faz parte do futuro, que já chegou, se preocupar sempre com as melhoras do dia seguinte. Quem se identifica com o propósito da organização e quer fazer a diferença tem quase uma obrigação moral de participar das Campus Party mundo afora.

Agenda da Campus Party 2017

Nesse ano a Campus Party vai passar por países que oferecem muito mais do que apenas uma semana de imersão no mundo da tecnologia. Essa já é uma boa razão para dizer que tem que dar uma passadinha ali no México, mas a Campus Party envolve mais do que um gigantesco grupo de nerds trocando ideias: tem também a parte de conhecer a cultura de um novo lugar, fazer amizades, contatos de trabalho e se divertir durante todo o processo.

E a verdade é que por mais que você fique acordado durante os sete dias de festival, o que provavelmente irá acontecer, sempre dá para esticar por mais três ou quatro dias para conhecer as delícias das cidades visitadas.

Então anota aí a agenda da Campus Party 2017 e já pesquise as passagens para planejar suas próximas viagens:

Brasil – diversas datas: a décima edição da Campus Party no Brasil vai abrir o circuito do ano, em São Paulo, no Anhembi. Os ingressos já estão sendo vendidos no site oficial da CPBR e os pacotes começam a partir de R$240 para todos os dias de evento, e outras edições já estão previstas para Brasília, Recife e Belo Horizonte.

México – 5 a 9 de Julho: no México, a sétima edição é apoiada pela Universidade de Guadalajara. O site da CP mexicana já registra quase 450 mil campuseiros em sete anos de evento.  

Itália – Julho: esse ano a Itália recebe o evento pela primeira vez, em Milão. O site oficial ainda não especificou quando serão os quatro dias de Campus Party, mas dá a entender que o mês escolhido é julho. Ótima pedida para quem quer conhecer o verão europeu.

Costa Rica, África do Sul e Singapura ainda não oficializaram suas datas, mas estão confirmados para 2017 – e os sites oficiais para cada um serão informados pela organização da Campus Party tão logo as datas sejam conhecidas.

Como já deu pra ver, participar da Campus Party é testemunhar, bem de pertinho, o que já está sendo feito, é ver a mágica acontecendo a olho nu. O futuro já chegou, mesmo; mas é na Campus Party que a gente descobre que ele é tão infinito quanto o universo em que vivemos.

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