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Chapada dos Guimarães: história e aventura

Por Marcello Oliveira

Chapada dos Guimarães: história e aventura

Mirante Véu da Noiva

Se você é do time que gosta de viajar para explorar a natureza, ama uma caminhada, trilhas, cachoeiras, mas também curte um bom bar e até uma festa mais agitada, a coluna de hoje é para você. Vamos até à Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, e também à capital do estado, Cuiabá.

Antes de tudo, temos que explicar que a Chapada dos Guimarães é um Parque Nacional que fica dentro do município de mesmo nome. Uma curiosidade deste lugar é que a Chapada dos Guimarães já foi considerado o maior município do mundo por causa do seu tamanho de 270 mil km² e que, ao ser dividido, deu origem a outros municípios como Alta Floresta, Sinop, Colíder, Nova Brasilândia entre outros.

A Chapada é um dos lugares mais visitados do Mato Grosso e atrai visitantes de todo o Brasil e também de outros países. E só visitando o parque para saber o motivo de vir tanta gente de longe para curtir esse lugar especial do nosso Brasil. São dezenas de cachoeiras, rios cristalinos, cavernas, lagos, sítios arqueológicos, formação rochosas moldadas pelo vento e pela água ao longo dos séculos e tudo isso envolto pela vegetação típica do cerrado brasileiro.

Como chegar

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães está a cerca de 80 km de Cuiabá. Então, obrigatoriamente, você terá de passar pela capital de MT para chegar ao parque. Do Aeroporto Internacional de Cuiabá (que fica em Várzea Grande, na Região Metropolitana), você pode alugar um carro e seguir pela boa rodovia estadual MT-251. Há opção de ir de ônibus (a partir da rodoviária) com passagem ao custo de aproximadamente R$ 20, mas dessa maneira você aproveitará menos a região devido às distância entre as atrações, mas para minimizar esse problema, há guias com transporte próprio no centro de Chapada dos Guimarães.

Chapada dos Guimarães: história e aventura

Paredão de pedra da Chapada visto da rodovia que liga Cuiabá ao Parque Nacional

Os guias são pontos chaves desta viagem, pois em alguns lugares você só acessa se estiver acompanhado de um guia credenciado. No meu caso, que já estava hospedado em Cuiabá, consegui um guia que me levou à Chapada em veículo próprio. Um serviço privado de dia inteiro, ida e volta para a capital, custa cerca de R$ 250 a R$ 300. Mas se você tiver tempo, fique dois dias inteiros na Chapada.

Com alguns minutos na estrada deixando Cuiabá, já é possível ver o imponente paredão de pedra, símbolo da Chapada. É uma vista realmente incrível. Não se esqueça de levar boné, óculos de sol, protetor solar, repelente de insetos e muita água, pois você não deve esquecer que, ao visitar a Chapada, você inevitavelmente fará trilhas e caminhadas e, claro, tomará muito banho de cachoeira. Roupas leves e confortáveis e tênis adequados são itens obrigatórios para você chegar ainda bem disposto ao fim do dia para curtir as opções noturnas da Chapada ou de Cuiabá, que vou abordar mais adiante.

O que fazer?

Há atrações dentro e fora do Parque Nacional. Para entrar no parque, mesmo que você esteja no seu carro particular, você só conseguirá entrar se estiver acompanhado de um guia credenciado. Sozinho, a segurança do parque só te deixará chegar até o Mirante Véu das Noivas e à cachoeira dos Namorados. Essa cachoeira fica ao fim de um trilha de cerca de 1,3 km. Bem próxima a ela há outra cachoeira, a cachoeirinha.

Chapada dos Guimarães: história e aventura

Vista de um dos mirantes da Chapada dos Guimarães

Já o famoso mirante, que é o cartão-postal da Chapada, fica mais perto do que as cachoeiras: 500 metros de caminhada a partir do estacionamento do parque. Mas é só chegando lá para você ter a dimensão da beleza desse lugar. É a certeza de que a viagem até à Chapada vale a pena.

Casa e cidade de Pedra

No parque há um gruta com pinturas rupestres e que foi esculpida de forma natural pelas águas do córrego Independência. A cidade de pedra é um trecho do famoso paredão. A formação rochosa muda a cada trecho ao longo da estrada e em alguns pontos você consegue estacionar o carro e caminhar por uma curta trilha e apreciar as belezas das rochas bem de perto.

Cachoeiras

São dezenas e é algo impossível vê-las em uma única viagem, a não ser que você fique vários dias na cidade. Mas pelo menos seis delas você consegue visitar – e aproveitar – em um dia, caso você dedique o dia todo a elas. São cerca de seis horas de caminhada em uma trilha de seis quilômetros que contempla paradas em seis cachoeiras: 7 de Setembro, Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Independência e duas piscinas naturais.

Cachoeira da Salgadeira

Se você não tem o dia inteiro para gastar com cachoeiras ou ainda tem apenas um dia na Chapada, basta visitar a cachoeira da Salgadeira, que fica no complexo de mesmo nome, mas está fora do parque, no km 43 da MT-251. Além da queda d’água, há um museu com réplicas de esqueletos de dinossauros que viveram na região feitos pela UFMT. O destaque do local é a boa infra-estrutura, como se fosse um clube. Há lanchonete, vestiários, loja de lembranças e o estacionamento, que custa R$ 15, mas não há cobrança de ingresso individual.

Caverna e lagoa azul

Certamente uma das atrações mais esperadas da viagem é a caverna Aroe Jari, que conta com trechos alagados. No fim dela, você se depara com a bela lagoa azul. A caverna e a lagoa ficam fora do parque, dentro de uma fazenda particular e por esse motivo é mais um local da Chapada que você só entra com um guia.

Na cidade

No centro da cidade de Chapada dos Guimarães, que tem cerca de 20 mil habitantes, a bela igreja de Santana fica em evidência na praça central. A simplicidade de sua fachada do ano de 1779 é o que chama a atenção. Em frente, a praça com muitas lojinhas e barracas nos dias de feira, que vendem desde artesanatos locais a lanches de rua. Também há bons bares que vão até mais tarde, onde os turistas dos hotéis da região se encontram para curtir uma boa música. Mas a minha dica é: não exagere na noite, pois no dia seguinte você terá de acordar cedo para aproveitar as cachoeiras e trilhas da região.

Igreja de Santana: uma das mais antigas do Mato Grosso

Cuiabá

A capital do estado, com cerca de 600 mil habitantes, tem toda a estrutura de uma grande cidade brasileira. Então, se você tiver procurando uma balada de fim de semana, opção não falta. O interessante de Cuiabá, em especial para os baladeiros, é que as casas de shows e boates ficam abertas até bem mais tarde (ou até mais cedo), mais até do que a média em outras capitais, como Belo Horizonte. Como estamos no Centro-Oeste, o sertanejo é o que domina, seja o universitário ou o raiz. O estilo country domina a cidade. Mas até mesmo as casas sertanejas abrem espaço para outros estilos musicais, como o axé, samba e o pop rock.

Na capital , não deixe de conhecer o Parque das Águas, que é a atração mais bonita de Cuiabá. As apresentações do Show das Águas  acontecem em dois horários todos os dias: 19h e 21h15.

Chapada dos Guimarães: história e aventura

Show das Águas: diariamente em Cuiabá

Como eu disse no início do texto, uma viagem apenas é muito pouco. Para conhecer bem o Mato Grosso, você tem que planejar outras viagens ao estado e é isso que eu vou fazer. Valeu, MT, até a próxima!