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Dossiê da bagagem: como viajar com malas e mochilas

De todas as coisas boas que a experiência de viajar nos traz, uma ainda não é tão boa assim – e chega até a ser bem polêmica: a bagagem. Primeiro, porque ninguém merece levar as roupas para passear e a gente quase sempre coloca na mala ou mochila coisas de que não precisa, mas vai levar “para se”. Em termos de viagem, menos é mais, principalmente porque vem aí a segunda grande questão da bagagem: ela custa caro. E se você ultrapassar o limite permitido pelas companhias aéreas, pode arcar com taxas altas antes mesmo de começar a viagem.

Pra não correr o risco de pagar pela bagagem extra, a dica é organizar a sua mala de acordo com o número de dias que você vai ficar fora e as características do destino. Por exemplo: se você vai viajar para Fortaleza em pleno verão não precisa levar uma jaqueta, porque você não vai precisar dela. Se vai mochilar pela Europa, tem certeza que precisa levar salto alto ou gravata? Essas coisas podem até parecer estranhas, mas acredite: muitas das coisas que a gente põe na mala são tão estranhas quanto essas e a gente nem percebe.

Vamos simular: se vai ficar uma semana em São Paulo, pode levar duas calças jeans, cinco camisas, uma cueca para cada dia, uma meia para cada dia, um tênis, um sapatênis, um chinelo e, dependendo da temperatura, um blazer, um moletom ou um sobretudo. Em São Paulo, nunca se sabe. Para o mesmo destino também servem duas calças jeans, cinco camisas ou blusas, uma calcinha para cada dia, um sutiã para cada dois dias, uma meia para cada dia, um tênis, um salto, um chinelo e, dependendo da temperatura, um vestido ou um casaco, ou os dois. Deixe em casa itens como chapéus, botas, casacos extras, maleta de acessórios e, se for ficar em hotel, lembre-se de que não precisa levar toalha.

Com a mala pronta, é hora de ir para o aeroporto.

Bagagem de Mão x Bagagem Despachada

Você paga por todos os volumes que carrega dentro do avião já na compra da passagem. Por isso, pagar mais pela bagagem extra não só pode como também deve ser evitado. Atualmente a franquia de bagagens costuma variar de acordo com a companhia aérea e a tarifa da sua passagem, mas vamos trabalhar com os pesos mais comuns, que são de 23kg para as viagens nacionais e 32kg para as viagens internacionais. Mais uma vez, atente-se para as regras da sua passagem: muitos destinos na América do Sul são considerados domésticos por algumas companhias aéreas, ou seja, você só pode levar até 23 quilos.

Esses limites são estipulados para as bagagens despachadas, que são as que vão no bagageiro da aeronave. Ao fazer o despacho elas são pesadas e é nesse momento que você sabe se está dentro do permitido ou vai ter que pagar pelo peso a mais – ou deixar alguma coisa para trás. Na mala despachada você não pode levar eletrônicos, como notebook, e é bom evitar coisas que podem se quebrar, já que as companhias aéreas não são conhecidas por sua delicadeza no manuseio das malas.

Os eletrônicos são levados na bagagem de mão, que pode ser uma bolsa, uma mochila ou até uma malinha, que pese no máximo 10 quilos. Algumas companhias aéreas colocam uma estrutura na fila do check-in para ver se a sua bagagem está nos padrões para ser levada na cabine ou se deve estar no bagageiro. Se puder ser levada na cabine ela não entra na sua franquia de 23 ou 32 quilos, assim como sua bolsa ou maleta com documentos. Já se precisar ser despachada, todas as suas malas precisam estar, juntas, dentro do limite.

O preço para a bagagem extra varia entre companhias, mas é sempre cobrada por quilo. Pense em uma média de 5 dólares por quilo extra, para não se assustar muito caso tenha que pagar por mais bagagem…
Tá vendo como compensa pensar bem no que levar na viagem? Melhor juntar a grana para gastar no destino – e levar você mesmo para passear, e não todo o seu armário.

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