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#FocaNaMochila: Mãe, companheira de viagens

Mãe Companheira de Viagem

Se você pudesse escolher alguém para chamar de melhor companheira de viagem, quem escolheria? E quem é a melhor companheira da sua vida, desde o nascer até aqui?

Para muita gente, a resposta para essas duas perguntas é a mesma: “mãe”. Diz aquela propaganda clássica que “mãe só tem uma” – então nosso conselho é passar com ela o máximo de tempo possível, de preferência em destinos incríveis, perto ou longe, mas muito especiais.

Afinal, já é difícil expressar o quanto é bom ter nossa mãe sempre por perto… o carinho e o cuidado são imensos, fazendo até o mais marmanjo dos seres humanos querer o colinho dela de vez em quando. Imagina, então, quando nossa mãe vira nossa companheira de viagem: não resta dúvidas de que as lembranças que ficam pra vida vão ser sensacionais!

Conversamos com algumas pessoas que viajaram com suas mães e têm aventuras incríveis pra contar – e algumas mães que, desde cedo, levam seus filhotes para as mais diversas aventuras. O resultado é unânime: todo mundo ama essa experiência de ter por perto, em qualquer lugar do planeta, a mulher mais incrível da nossa existência.

Inspire-se nessas histórias para planejar com sua mãe a próxima viagem dos sonhos. A gente ajuda nas passagens, mas quem vai fazer as memórias mais incríveis, com certeza, vai ser ela. 😉

 

A Luz da Cidade Luz, por Manoela Bomyng

MANOELA E MÃE EM PARIS

Tenho a sorte de ter nascido em uma família bem aventureira: estou quase sempre viajando com minha mãe e meu irmão.

Uma das viagens inesquecíveis que fizemos foi para Paris, onde meu irmão estudou francês durante 45 dias. Nos aproveitamos dessa “desculpa” para, também, morar na França. Foi um dos melhores lugares que conheci na vida. Fomos a vários lugares diferentes, como o Palácio de Versalhes, onde moraram Luis XVI e Maria Antonieta, e também visitamos lugares clássicos como o Arco do Triunfo. Pra quem gosta de História, como eu, esse roteiro foi mágico.

Nossa estadia foi ótima, apesar de termos passado por algumas situações até engraçadas – como, por exemplo, ter que passar a primeira noite em um hotel, pois as chaves da casa onde iríamos ficar estava com o dono de uma mercearia, mas ela já tinha fechado… Chegamos tarde em Paris. No dia seguinte, fomos atrás do corretor de imóveis para pegar a chave do apartamento. Detalhe: ele ficava do outro lado da cidade, e atravessamos Paris inteira com as malas a tiracolo. Fora isso, pegamos um frio de 8 graus. Mas estava tudo ótimo! Até ópera em plena Champs Elysée nós assistimos.

Foi uma viagem maravilhosa, nos divertimos muito. E agradeço muito à minha mãe por nos dar essas oportunidades incríveis.

 

Gio, o Terror dos Chineses, por Gisele Antonioli

GIO E GISELE NA ITALIA

Eu dizia que queria ir para a Europa antes de ter bebê, mas a Gio apareceu e mudou esses planos para melhor. Já fiz tanta viagem com a bichinha! Ela tem um ano e seis meses e já estou comprando as passagens para a segunda Eurotrip. Agora vamos pra Espanha, ano passado fomos para a França e Itália.

A gente brinca que somos tão companheiras de viagem que tem experiências nossas em muitos pontos turísticos: já trocamos fralda aos pés da Torre de Pisa, os dentinhos são parisienses (nasceram durante a viagem, ela estava com sete meses)…

Como minha mãe mora em Foz do Iguaçu – e nós já viemos de lá a BH de carro – a Gio já conhece a Argentina e o Paraguai, além de França, Itália e Portugal, e já está no segundo passaporte! Só esse ano já estamos indo para a quarta viagem.

E um detalhe: já “paguei peito” em todos esses países, porque a Gio mama até hoje. Teve uma senhora em Pisa que benzeu meus peitos enquanto eu amamentava, em um ponto de ônibus!

E meu marido sofria com os chineses e suas câmeras: Giovana é branquinha, de olho azul, e todo mundo quer brincar com ela. Os chineses ficavam loucos, querendo fazer fotos, a ponto de formarem filas para isso! Na Basílica de São Pedro, entrei com minha mãe e madrinha em uma capela, e meu marido ficou do lado de fora, com ela. Dali a pouco entra o Sandro com a bebê no colo. Olhei, interrogando, e ele disse que teve que entrar na capela porque os chineses o cercaram para fotos com a Gio, e lá era o único lugar onde eles não poderiam entrar com câmeras, nem fotografar.

E ela toda calma: não chorava, não fazia birra… agora em junho vamos para a Espanha. Vamos ver como será! 

 

Melhores Amigas na América do Sul, por Laís Menini

LAIS E ELIANE na argentina

Viajo com minha mãe desde pequena, mas para cidades próximas: somos de São João del Rei e a família do meu pai é de Juiz de Fora, então sempre me acostumei com a estrada. Mas nossa primeira viagem internacional foi em 2010, quando visitamos a Argentina.

Fomos eu, minha mãe e três amigos, num esquema tipo mochilão. Ficamos em hostel, viajamos 22 horas de ônibus (!) de Buenos Aires a Bariloche, e ela lá, super animada. Eu poderia dizer que ver a neve foi a coisa mais legal que nos aconteceu, mas o ápice dessa viagem na América do Sul, pra ela, foi com certeza a visita a La Bombonera, estádio do Boca. Sou cruzeirense e tirei fotos com a taça Libertadores, mas ela é atleticana e, naquela época, o Galo ainda não tinha sido campeão. Em uma lojinha de lembrancinhas perto do estádio, o que encontramos? Uma taça Libertadores com o escudo do Atlético! Zoamos muito o time nesse dia, mas hoje falo que foi uma premonição dela ter comprado esse chaveirinho, pois 3 anos depois eles realmente ganharam o campeonato…

Mais recentemente, em 2016, fomos para o Chile. Morei quatro meses no país e, quando voltei, programei levar minha mãe para conhecer Santiago, Valpo e Viña, cidade onde morei. Visitamos a La Costanera, maior torre da América Latina, a casa de Pablo Neruda em Valparaíso, fomos ao Valle Nevado quando ainda nem estava nevando…

… mas, pra mim, a parte mais engraçada foi durante uma madrugada onde, lá pelas cinco da manhã, começa um terremoto. Estávamos no mesmo quarto, em duas camas de solteiro. Meu despertador tinha acabado de tocar, então eu o alcancei no criado, desliguei, deitei e senti começar os tremores. Eu já estava super acostumada e até disse que era um dos “pontos turísticos” do Chile. Mas, quando aconteceu, fiquei com medo de ela se assustar. Ela continuava dormindo tranquilamente enquanto o prédio todo sambava. Demorou pouco mais de dez segundos, e daí a pouco ela acorda tranquilamente. Perguntei: E aí, mãe, sentiu o terremoto?!

Quando ela me responde: “Uai, era terremoto? Eu achei que era você mexendo na cama pra desligar seu despertador que tocou”.

Resumindo: já caímos de bunda na neve, já pegamos 22 horas de estrada, já enchemos a cara de vinho em uma vinícola e temos muito mais a fazer vida afora, mas jamais vou me esquecer do momento em que minha mãe confundiu um terremoto de 5.8 na escala Richter com o meu mexe-mexe na cama.

 

E você, tem uma história incrível com sua mãe, seu pai, seu papagaio, seu amor para nos contar? Deixe seu e-mail nos comentários para que a gente entre em contato! Quem sabe a próxima aventura a aparecer aqui não é a sua? 😉

E se você já está planejando sua viagem, não esqueça de passar no site da 123Milhas e pesquisar os preços de passagens aéreas!

 

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