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Melhores maneiras de fazer câmbio

Fazer uma viagem internacional requer atenção especial a alguns detalhes, sendo um dos principais deles o dinheiro: como, quando e onde adquirir a moeda corrente do destino que escolhemos? Opções não faltam – dá para fazer isso antes de sair, dentro do aeroporto e quando chegar ao outro país, mas cada uma dessas possibilidades pode ter taxas diferentes, fazendo com que você economize ou perca dinheiro. Essa é uma das razões pelas quais o câmbio deve ser um dos principais pontos de atenção da sua viagem.

Antes de sair do Brasil, as opções são procurar um banco ou uma agência de câmbio para efetuar a troca. Nos bancos, transações abaixo de dez mil reais podem ser feitas em espécie; já um valor acima disso requer a transferência antecipada da quantia ao banco. A maioria das instituições financeiras por aqui faz o câmbio em praticamente todas as moedas do mundo, mas é preciso que elas tenham o dinheiro em espécie para isso ser possível. Quanto mais dinheiro você quiser, mais precisa buscar esse serviço com antecedência, para que o banco arrume as notas para você ou reserve a quantia desejada. Nas agências de câmbio essa falta não é frequente, mas se o destino não for muito turístico ou for um país muito pequeno que opera com moeda “exclusiva” do local, é bom procurar o câmbio com uma antecedência maior também.

As taxas dos bancos obedecem à cotação diária do dólar, mesmo que a moeda pretendida não seja o dólar. Um exemplo: se você for trocar real por pesos chilenos, a conversão é feita de real para dólar para peso chileno. Além disso, ao fazer o câmbio, é cobrado o IOF da transação e também pode ser cobrada a taxa administrativa do banco ou da agência pelo serviço. Para economizar e garantir uma boa taxa, acompanhe por alguns dias a cotação do dólar, para tentar o câmbio no dia em que a moeda estiver mais barata.

Aeroportos e países de destino

O câmbio também pode ser feito no aeroporto da cidade onde você pega o voo – e também na cidade onde você chega. Só que nessa modalidade algumas taxas extras podem estar embutidas – e, aí, a moeda acaba ficando mais cara. Lembre-se de que agências de câmbio operam como qualquer outra empresa do mercado, pela lei da oferta e procura, mas nos aeroportos ainda soma-se a essa lei a cláusula da urgência. Ou seja, nesse serviço eles sabem que você só tem aquela opção antes de subir no avião, então podem se aproveitar disso para cobrar muito mais caro.

Trocar o dinheiro no país de destino também é possível, e pode até ser uma boa alternativa, principalmente se você tiver dólares para trocar pela moeda local. Você pode achar taxas até melhores que no Brasil, mas nada é garantido. O cuidado lá fora é escolher bem o lugar onde você vai trocar seu dinheiro, para ter certeza de que não irá receber notas falsas no processo. Lembre-se de exigir sempre a notinha da troca que você fez, de preferência assinada pelo funcionário que te atendeu na casa de câmbio.

Dica de viagem

Se você não quiser se preocupar em manusear dinheiro dentro ou fora do Brasil, uma boa opção é fazer o cartão de viagem, conhecido como “Travel Money”, que vai funcionar como um cartão de débito. Você pode carregá-lo no Brasil com qualquer quantia e usá-lo na maioria dos países do mundo. Caso precise de mais dinheiro, pode recarregá-lo por sites ou telefone. E, quando voltar ao país, pode retirar o valor que tenha sobrado no cartão. Nessa transação também é cobrada a taxa de IOF.

Mas se seu negócio for mesmo usar dinheiro, é bom lembrar que no câmbio as moedas não são válidas. Ou seja: você só vai conseguir trocar seu real pela moeda do país de destino recebendo em notas. E, na volta, as moedas que você juntou na viagem também não terão o menor valor por aqui. Por isso, enquanto viaja, lembre-se de gastar todas as moedas que puder. Elas vão ser mais lucrativas se investidas até em um poço dos desejos do que se voltarem para casa dentro do seu bolso.

 

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