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A importância da lua de mel

Apesar de ter mudado muito durante os anos, o conceito de lua de mel ainda é muito presente na vida dos casais que vão juntar as escovas de dente.

No tempo dos nossos avós a lua de mel era o momento perfeito para o casal se conhecer em núpcias, ou seja, uma celebração privada, só entre os cônjuges, para o começo oficial da vida a dois. Era comum, à época, que o primeiro contato íntimo só acontecesse durante a lua de mel. Antes do casamento os casais de namorados só poderiam pegar nas mãos um do outro, e olhe lá. O famoso “pode beijar a noiva” também selava a permissão oficial para que o toque entre as bocas acontecesse. Difícil imaginar essa época, né?

Atualmente, a lua de mel mudou de figura. Ainda é uma celebração privada, mas não necessariamente representa o primeiro momento de intimidade, o primeiro toque, o primeiro beijo do casal, uma vez que essas coisas são todas desenvolvidas durante o namoro. Conforme o tempo passa, outro dado se desnuda sobre as uniões: mais e mais pessoas se casam após muitos anos de namoro, o que acaba tirando da lua de mel seu status de “momento de novidades”. Mas não pense você que a lua de mel se tornou sem graça, não; ao contrário, ela se tornou ainda mais especial. Como os casais já se conhecem bem – e escolhem se casar justamente porque gostam do que conhecem –, o momento deixa de ser só núpcias para ser uma escapada a dois da vida real, mesmo que só por alguns dias.

Uma dica: não subestime essa escapadinha. Ela é muito importante. Quer ver?

Se no tempo dos nossos avós o festão de casamento não ficava por conta dos noivos, e sim dos pais, hoje em dia é comum inverter-se essa ordem: quem organiza, quem paga, quem escolhe fornecedores são os próprios noivos. Aí, a lua de mel torna-se quase obrigatória para que os recém-casados tenham possibilidade de relaxar depois do casamento, cujo planejamento, intelectual e financeiro, pode durar dois anos ou mais. Alguns dias a sós, nesse caso, são garantidos até por lei: a CLT, em seu artigo 473, garante aos empregados até três dias consecutivos de folga, sem prejuízo no salário, em virtude de casamento. A título de comparação, a mesma lei, no mesmo artigo, garante dois dias de folga em virtude de falecimento na família. Daí já dá para se ter uma ideia de como o momento da lua de mel é, além de importante, muito necessário.

Conhecendo o Outro

Se existe uma coisa que ainda não mudou, nos tempos dos nossos avós ou no nosso (e muito provavelmente não mudará para nossos filhos e netos), é a ideia de que só se conhece bem uma pessoa depois de viajar com ela. Não de morar, não de sair, mas de viajar. Isso porque o planejamento, a escolha do lugar, o modo de lidar com as finanças, o comportamento de cada um no destino e o quanto a viagem pode ou não ser interessante vão dizer muito sobre o convívio entre os dois viajantes durante a vida, inclusive no enfrentamento de problemas e desafios cotidianos. Aqueles que ainda não tiveram um momento propício para viajar com o cônjuge vão enxergar essa possibilidade na lua de mel. Aí é torcer para que a escolha tenha sido certeira! 😉

Brincadeiras à parte, a lua de mel tem, sim, essa filosofia de ser um divisor de águas, mas não precisa se apavorar com isso. Como está muito próxima ao momento de casamento, que é de extrema felicidade, tende a ser uma viagem incrível, onde o casal vai fazer boas lembranças para a vida toda. Atualmente há quem peça de presente cotas para a lua de mel, o que ajuda o casal a juntar um dinheirinho extra afim de incrementar passeios, mudar a classe de voo, ficar em hotéis mais legais. Tudo isso, no fim, pontua a favor do inesquecível. Vai depender do casal fazer essa lembrança durar para sempre.

A proposta é relaxar bastante, esquecer todos os problemas que surgiram durante os preparativos do casamento (essa nunca é uma parte fácil) e focar na vida que vem pela frente, em tudo o que pode ser construído em conjunto. Ainda há quem use a lua de mel como o momento ideal para tentar aumentar a família, uma tradição do tempo dos avós que também vai perdurar pela eternidade – e com razão! Para quem quer ter filhos, talvez esse momento de amor, união e intimidade seja o momento ideal para começar as tentativas.    

Realizando Sonhos

Outro significado bem atual da lua de mel é realizar sonhos. Traçando outro paralelo com a época de nossos avós – e até pais –, era difícil diversificar, antes, os destinos da lua de mel. Hoje, os casais podem escolher absolutamente qualquer destino para viver seu momento de privacidade. E podem, inclusive, escolher que ele não tenha privacidade alguma.

Casais românticos podem ir para Veneza, casais aventureiros podem ir para a Tailândia, casais apaixonados pela natureza podem fazer um passeio na África, casais que gostam de diversão podem ir para a Disney, casais que gostam de frio podem ir para as geleiras do sul da Patagônia, e os que gostam de calor podem ir para o nordeste do Brasil. Em seus destinos eles podem visitar praias, bares, baladas, vinícolas, safáris, museus, parques, cassinos… eles podem ficar dentro de seus quartos, ou seus resorts all inclusive, ou podem se juntar a grupos de excursão, conhecer novas pessoas, fazer amizades.

O importante na lua de mel, hoje, é colecionar as lembranças do primeiro momento a sós após o rito matrimonial – e, para esse objetivo, não existem regras. Há quem diga que o bom da lua de mel é realmente descansar da festa de casamento: quanto mais praia, sombra e água de coco fresca, melhor. Mas também existe a possibilidade de se jogar em festas, montanhas russas, turismo de aventura… por que não? Quem tiver energia para andar e conhecer deve gastá-la. Quem não tiver, tudo bem. O que vale é se divertir, muito, e fazer exatamente aquilo que sempre sonhou fazer… inclusive se, no sonho, você estava só. O que muda na lua de mel é que você vai ter uma ótima companhia para realizar vontades e viver experiências que vão trazer uma vida inteira de memórias.

Por fim, existe uma dica de casamento do ator Bill Murray que é muito boa. Ele diz: “se você acha que encontrou a pessoa certa para se casar, não pense simplesmente ‘ok, vamos escolher uma data, planejar e nos casar’. Pegue essa pessoa e viaje pelo mundo. Compre uma passagem para um lugar que seja difícil de entrar e difícil de sair. E se quando vocês voltarem, você ainda estiver apaixonado pela outra pessoa, case-se no aeroporto”.
Se você está lendo um texto sobre lua de mel, provavelmente deixou passar essa dica esperta do americano. Mas nunca é tarde: a viagem é a melhor forma de você entender o quanto ama – e como ama – a pessoa que está a seu lado, além de renovar seus sentimentos de uma forma muito interessante. É por isso que a gente acredita que lua de mel, hoje, não precisa ser só uma vez. A cada aniversário de casamento, a cada data especial, vocês podem planejar uma nova lua de mel e, assim, continuar construindo significados diferentes desse momento incrível para as gerações que vem a seguir.

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