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CONHEÇA ISRAEL, UM PAÍS MILENAR DE RIQUEZAS INTANGÍVEIS

Engana-se quem pensa que o roteiro para a Israel, na Terra Santa, é destinado apenas a religiosos. A viagem é, sem sombra de dúvidas, uma imersão na história, passando por reservas naturais, praias incríveis e uma diversidade surreal de cultura, culinária e passeios que enriquecem a viagem de qualquer pessoa, com aprendizado e emoção. Você se sentirá dentro dos livros de história, com a vivência secular e, até mesmo, milenar. Conheça Israel e mergulhe em uma viagem nas histórias da humanidade!

Sobre Israel

Localizado no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo, Israel é o único Estado de maioria judia do mundo. A população do país, de acordo com o censo realizado em 2018, chega a 8,8 milhões de habitantes. A área total do pequeno país chega a 22.072 km². O tamanho se assemelha ao estado brasileiro de Sergipe. 

As temperaturas variam muito em Israel. No inverno, entre os meses de dezembro a março, há ocorrência de temperaturas mais frias e também de dias mais chuvosos. Já entre os meses de abril e novembro, prepare-se para encontrar temperaturas bem mais altas. De maio a setembro, a chuva em Israel é rara. Por conta dos escassos recursos hídricos, o país tem desenvolvido diversas tecnologias de economia de água, incluindo irrigação por gotejamento. Os israelenses também aproveitam a grande incidência de luz solar para a produção de energia, tornando Israel a nação líder em energia solar em uso por habitante. 

Apesar dos limitados recursos naturais, o intensivo desenvolvimento industrial e da agricultura ao longo das últimas décadas fez com que Israel se tornasse amplamente autossuficiente na produção de alimentos, especialmente grãos e carne. Incluímos ainda os combustíveis fósseis, as matérias-primas e equipamentos militares. Os produtos mais exportados são frutas, vegetais, produtos químicos e farmacêuticos, softwares, tecnologia militar e diamantes.  

Quando falamos de religião: 82,7% da população de Israel se declara praticante do judaísmo, 10,1% do islamismo, 3,7% sem religião, 2,1% cristianismo e 1,4% outros.  

Antes de chegar em Israel é preciso que você saiba sobre o Shabat, dia de descanso semanal do judaísmo, que tem entre suas regras não mexer em eletrônicos, cozinhar ou trabalhar. Ele vai de sexta a partir do pôr do sol até o anoitecer de sábado. Na prática, isso pode influenciar em sua viagem, mesmo você não sendo judeu, pois compromete no café da manhã dos hotéis aos sábados, que ficam sem nada fresco, como ovos mexidos, sucos e afins, pois é tudo preparado no dia anterior, e o comércio em geral, que fecha sexta no início da tarde e só retorna no sábado de noite. Isso inclui, claro, os restaurantes. Mas aí você pergunta, quem prepara tudo e trabalha durante o Shabat? Os muçulmanos ou pessoas de outras religiões que vivem no país.

Tel Aviv

Tel Aviv é a segunda maior cidade de Israel e conta com cerca de 600 mil habitantes. É, sem dúvida, a cidade mais moderna e descolada e não pode faltar no roteiro de quem visita o país. O local oferece uma praia maravilhosa, cujo visual muito se assemelha ao Rio de Janeiro, apesar de os prédios da orla serem menores do que os da cidade maravilhosa. Por lá, encontramos pessoas tomando banho de mar, praticando esportes ou apenas apreciando o visual de tirar o fôlego. Ao final do dia, percebemos uma grande quantidade de pessoas encantadas com o pôr do sol. E elas estão certas. É simplesmente imperdível! 

Praia em Tel Aviv com vista para Old Jaffa, ao fundo.

Além disso, Tel Aviv oferece ótimos restaurantes, dos mais diversos estilos, desde a culinária mediterrânea até o bom e velho cheeseburger americano. Encontramos alguns mais sofisticados, com um valor, certamente, mais caro, até opções mais em conta. Basta uma simples caminhada na avenida Rothschild, no centro da cidade – ou até mesmo pela orla – para encontrar muitas opções ao ar livre ou também algumas mais intimistas e reservadas. 

Outra atração a parte em Tel Aviv é o Mercado de Carmel, maior mercado da cidade. Lá, encontramos de tudo: roupas, especiarias diversas, frutas típicas, legumes, objetos de decoração, enfim, de tudo e mais um pouco. O ambiente pode parecer intimidador a princípio, diante de tanta gente e barulho, mas, em pouco tempo, nos rendemos a tantas novidades. Reserve, pelo menos, uma manhã ou uma tarde do seu passeio para conhecer o lugar. Vale a pena. Está aberto todos os dias, de domingo a sexta-feira, do início da manhã até as 19h, com fechamento antecipado na sexta-feira, por conta do shabat. 

O Mercado de Carmel.

Em meio à modernidade e efervescência de Tel Aviv, nos deparamos com o oposto: a antiga cidade de Jaffa, também conhecida como Old Jaffa. No local, que existe há 30 séculos, encontramos vielas e casas construídas em pedra, que dão um clima muito aconchegante à cidade, que mais se parece com um bairro dentro de Tel Aviv.

Por lá, encontramos restaurantes diversos, assim como lojinhas de decoração e souvenirs, ateliê de artistas plásticos, além, claro de pequenos museus e igrejas. A mais famosa, de St. Peter, inaugurada em 1894, está localizada em um lugar estratégico e pode ser vista de diversos pontos da Old Jaffa. O mar mediterrâneo ao fundo é a cereja do bolo neste visual incrível.

Old Jaffa.

Jerusalém

É possível ir de uma ponta a outra de Israel em poucas horas. Sendo assim, podemos  nos instalar em uma cidade específica e visitar outras cidades e pontos turísticos e voltar em um mesmo dia, tranquilamente. Sendo assim, a dica é se instalar em Jerusalém, capital e maior cidade de Israel, com 800 mil habitantes, localizada a poucos quilômetros dos principais pontos turísticos do país (70km de distância de Tel Aviv. 8km de Belém, 150km de Nazaré e 94km do Forte Massada). 

A Via Dolorosa por onde Jesus carregou a cruz, na Old City de Jerusalém.

Poucas experiências se comparam à de visitar Jerusalém. Cristãos ortodoxos, evangélicos e coptas, judeus etíopes e sefarditas, muçulmanos sunitas, palestinos e israelenses. Todas as culturas reunidas em um mesmo lugar. Esta terra é universal e fascinante.

Por lá, os nomes dos lugares são bem conhecidos: Monte Sião, Getsêmani, Muro das Lamentações, Via Dolorosa, Monte das Oliveiras, entre tantos outros. Cada passo dado, cada referência lida é pura história, a história de todos nós. Esta saga vem desde os tempos em que o rei Davi estabeleceu ali sua capital, sendo seguido por homens como Salomão, Herodes e Saladino, que, em Jerusalém, transcenderam os fatos para tornarem-se mito. Junto às suas muralhas o grande templo foi saqueado, Jesus crucificado e Maomé ascendeu aos céus, uma verdadeira torrente de acontecimentos que criaram tanto conflito entre as religiões que reivindicam para si a terra que todos consideram sagrada. Tudo isso ali, em um lugar que provoca tantas reflexões em seus visitantes.

A chamada Old City.

Na Old City, nos encontramos com o comércio e a população muçulmana, assim como com os armênios e judeus. No mesmo local, fiéis participam da via sacra, revivemos o sofrimento de Jesus Cristo em seus últimos momentos na vida humana. No Santo Sepulcro, local onde a tradição acredita que ele foi crucificado, sepultado e, ao terceiro dia, ressuscitou, a emoção é marcada em todos os detalhes, do início ao fim! 

O Santo Sepulcro.

Já no Muro das Lamentações, no dia em que se comemora o Shabat, os judeus seguem para o local para orarem e lerem a Torah, livro sagrado do judaísmo. Uma bela retratação de fé e devoção religiosa! Neste dia, fotos são proibidas.

Vista de fora do Muro das Lamentações.

Na Old City, mais especificamente na Via Dolorosa, Na Torre de Davi, rei dos Judeus, a vista que temos de Jerusalém é algo inexplicável. Ali, vemos as construções da velha cidade, mas também aquelas mais modernas!

Jerusalém vista do Forte de Davi.

Massada

Massada, considerada na antiguidade um “lugar seguro” ou “fortaleza”, é um imponente planalto escarpado, situado a sudoeste do Mar Morto. O local foi construído em 30 a.C. e ampliado pelo rei Herodes, que aproveitou as características do local para construir o seu palácio (que mais parece uma cidade) reforçando e ampliando a antiga fortaleza que ali existia. 

O Forte de Massada.

Anos depois, em 70 d.C., os romanos ocuparam a região e destruíram todas as construções. Massada ficou abandonada até o final do século passado, mas, hoje, recebe muitos turistas. Uma parte do local foi restaurada e transformada em um museu. Para se chegar até lá, os turistas contam com a ajuda de um teleférico. A vista é, realmente, sensacional!

Vista para o deserto de Massada.

Cesarea e Nazaré

Cesarea reúne as ruínas da cidade e da casa onde morou Pôncio Pilatos. No local, encontramos os ladrilhos originais da piscina do governador romano, que se encontra com o mar da Galiléia. Próximo ao local, em Nazaré, a emoção dos fiéis é grande ao adentrar na Basílica da Anunciação e também na carpintaria de São José, pai de Jesus Cristo. 

Ladrilhos originais da piscina de Pôncio Pilatos, em Cesarea.

No caminho até a cidade, os turistas fazem uma parada para curtir uma vista surreal de Haifa, a maior cidade do norte de Israel e terceira maior cidade do país, que preserva sua tradição, mas que não para de se modernizar, com indústrias de ponta e prédios da Microsoft, Google, entre outras gigantes tecnológicas. 

Haifa.

Mar Morto

E chegamos ao Mar Morto, um lago de água salgada em pleno Oriente Médio! Ele é grande: seu comprimento é de aproximadamente 50 km e sua largura máxima de 18 km. 

O Mar Morto, na verdade, é um lago de água extremamente salgada.

Leva esse nome devido à quase ausência de vida em suas águas, por conta da grande concentração de sal que é cerca de dez vezes superior à dos outros oceanos. Qualquer peixe transportado pelo Rio Jordão, que alimenta o Mar Morto, morre imediatamente assim que deságua no lago… Esta grande quantidade de sal ocasiona no aumento da densidade. Por isso, flutuamos sem nenhum esforço físico. 

Conheça Israel

Se você deseja conhecer Israel prepare-se para longas horas dentro de um avião. As rotas hoje oferecidas saindo do Brasil fazem escala na Europa, em sua maioria, ou até mesmo na África. O país não exige visto para brasileiros, embora determinem que o passageiro tenha um passaporte com validade de, no mínimo, seis meses. O desembarque no país acontece no Aeroporto Internacional Bem Gurion, em Tel Aviv. 

Se encantou por Israel? Anima conhecê-lo? Conte conosco para encontrar um preço de passagem incrível para você! Boa viagem!

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