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EUROPA: HÁ SEMPRE ALGO NOVO PARA VOCÊ NO VELHO MUNDO

Você já deve ter reparado que a maioria das pessoas que viaja para a Europa não vai só para um país, a menos que vá a serviço ou por pouquíssimos dias. Afinal, o deslocamento no velho continente é facilitado por muitas promoções locais de passagens aéreas e de trem. Isso sem contar que muitos países são tão pequenos que, com o aluguel de um carro, dá pra cortá-lo todo em poucos dias.

O problema é descobrir quando ir, para onde ir primeiro e como aproveitar as melhores passagens para entrar na Europa para, depois, decidir o que fazer com os dias destinados à viagem.

Este roteirão que preparamos vai te dar uma série de possibilidades de começo de passeio baseado nos preços das passagens, que costumam ser mais baratas, e nas épocas do ano para visitação. Afinal, alguns destinos são impossíveis no alto verão e podem causar muito transtorno, principalmente em questões como atrasos e cancelamentos de voo, no inverno mais rigoroso.

Cada uma das cidades sugeridas vai ter um pequeno resumo do que fazer, o que comer, onde ficar e como ir. É só escolher se quer desfrutar de vários dias em apenas uma localização ou se quer fazer um tour europeu antes de arrumar as malas. De qualquer forma, uma coisa a gente pode te garantir: poucas viagens são tão incríveis quanto as que te levam ao Velho Mundo.

Onde ir: Londres


No ano em que o segundo príncipe herdeiro do trono se casa, a capital da Inglaterra está em festa. Em Londres o turista vai poder ver de perto a participação do povo em mais esse matrimônio: a cidade inteira vende até louças com a foto dos noivos para quem quer levar de lembrança.

Mas Londres é bem mais que o castelo de Buckingham: tem museus, como o de História Natural, o Britânico, o de Ciências e o de Artes – além do Museu de Cera mais famoso do mundo –, pubs, feiras, futebol, shows…

Se passar um ano inteiro em Londres ainda é pouco para absorver toda sua riqueza, imagine apenas alguns dias de viagem… Mas, mesmo com o calendário apertado, dá pra aproveitar bastante. É só se planejar bem.

O que fazer: tirar uma foto atravessando a Abbey Road, como a famosa capa do disco dos Beatles, é de praxe! Você também pode visitar o Museu de Sherlock Holmes, na Baker Street, dar um passeio pela London Eye, tentar fazer uma ligação da cabine telefônica mais charmosa do mundo, acertar seu relógio com as batidas do Big Ben e fazer um piquenique em um dos muitos – e maravilhosos – parques da cidade, como o Hyde Park.

De noite, milhares de pubs e casas noturnas estão à sua espera para mostrar o que é que o britânico tem em termos festa e, claro, cervejas.

Se estiver com pique para viajar de trem, pegar o Eurotúnel rumo a Paris é uma boa pedida. A viagem dura, no máximo, oito horas.

O que comer: não saia da Inglaterra sem provar o english breakfast, que serve feijão, cogumelo, salsicha, batata frita e ovos, com ketchup, em pleno café da manhã. Pode parecer estranho, mas é uma delícia!

O prato típico do país é o fish and chips, que nada mais é que peixe com batatas fritas. Com uma pint de cerveja o prato pode virar um almoço ou jantar perfeito. Às cinco da tarde nada melhor do que entrar em uma casa de chá e desfrutar da bebida que é o símbolo máximo da tradicional cozinha britânica.

Onde ficar: Londres tem desde os mais luxuosos hotéis do mundo, com baladas próprias e frequentadas por celebridades, até hostels onde a hospedagem fica muito barata (aliás, não se esqueça que a moeda por lá é a Libra, um pouquinho mais cara que o Euro). Tudo vai depender da sua prioridade.

Se não tiver problema em quebrar a banca, aposte no Rosewood London, um cinco estrelas que tem diárias de, aproximadamente, dois mil reais. Já se a ideia for preços baixos com boa localização, o Astor Queensway é a melhor opção, pois fica próximo ao Hyde Park e bem perto de duas estações de metrô.

Para chegar: não é necessário visto para entrar na Inglaterra, mas você precisa apresentar suas reservas de hotel, ou uma carta da pessoa que vai visitar (caso fique na casa de alguém) e passagem de volta ao país. É sempre bom, também, levar uma cópia da carteira de trabalho e do extrato bancário para provar que você tem vínculos no Brasil e não está viajando com o intuito de imigrar.

Westminster Parliament and the Thames

Onde ir: Madrid

A capital da Espanha é charmosa, harmônica e está no centro das atenções de quem quer viajar pela Europa, já que está com rota facilitada para outros países, como Itália e Alemanha.

O que fazer: saia andando pela cidade para conhecer sua cultura de perto até chegar na Gran Via, a maior avenida de Madrid, que é como se fosse um breve resumo da cidade. Além disso, um bom programa é sentar-se em um barzinho na Plaza Mayor, ao cair da tarde, ou visitar o Palácio Real de Madrid.

Como a Espanha é conhecida pelas touradas, a praça de touros Las Ventas é um ponto interessante até para quem é contra a prática, pois a arquitetura, datada de 1931, traz muitos sinais da história espanhola através dos anos. Se gostar de futebol, visite o estádio do Real Madrid – nem precisa comentar que essa opção fica ainda mais interessante em dia de jogo.

O que comer: não adianta ir pra Espanha sem experimentar a tradicional paella. Então, prepare seu corpo para essa deliciosa experiência culinária. Quem não é muito de frutos do mar pode achar conforto nos tapas, sorvetes e outras sobremesas.

Se o dia estiver frio, busque pelo “cocido madrileno” para aquecer seu estômago e seu coração.

Onde ficar: ao planejar sua viagem, lembre-se que Madrid é uma cidade muito extensa. Por isso, se pegar um hotel mais econômico em suas extremidades, vai acabar compensando a distância com o valor investido em transporte.

Tente ficar nos bairros mais centrais, como Puerta del Sol e Gran Via, pois nessas localidades dá pra encontrar opções para todos os bolsos. Fora que, ao se hospedar no centro, os pontos turísticos, as lojas, os bares e os restaurantes estarão sempre a poucos minutos de distância do seu quarto.

Para chegar: brasileiros não precisam de visto para entrar na Espanha, mas é bom seguir as mesmas dicas da viagem à Inglaterra. Além disso, leve pelo menos 71 euros por dia de viagem para que os agentes da alfândega possam comprovar sua condição de turista.

Madrid, Puerta del Sol

Onde ir: Praga

A capital da República Tcheca nem sempre foi apreciada pelos turistas, mas nos últimos vinte anos essa história mudou. Ainda bem. A cidade é capaz de surpreender qualquer pessoa com sua arquitetura incrível, as belas paisagens e as muitas opções de lazer.

Começar sua viagem europeia por Praga, ou ficar lá por todo o tempo das férias, vai fazer com que você se sinta em um filme. Todo o ambiente inspira para que o final dele seja bem feliz.

O que fazer: visite o centro histórico, que é a Praça da Cidade Antiga, e acerte os ponteiros através do relógio astronômico, que foi construído em 1410 e é um espetáculo para cada hora do dia.

Não deixe de tirar uma foto na Ponte Carlos, visitar o Castelo de Praga e se deixar seduzir pela arte do Muro do John Lennon, uma espécie de memorial que começou a ser lapidado logo após a morte do astro.

Se você é fã de literatura, não saia de Praga sem visitar o famoso e surpreendente busto de Franz Kafka, construído por diversas camadas em constante movimento.

O que comer: a cozinha tcheca agrada principalmente aos carnívoros, já que tem dezenas de variações de pratos com carne de porco e boi com batatas. Arroz também é um ingrediente comum por lá, diferente de outras partes da Europa.

Para um lanche rápido, as feiras da cidade vendem salsichas e sobremesas como o Ceske Trdlo, uma espécie de pão com açúcar e canela.

Onde ficar: assim como no resto do continente, Praga tem opções de hospedagem para todos os bolsos. O diferencial, aqui, é a localização: a cidade é dividida de áreas numeradas que vão de 1 a 10, onde 1 é a parte mais central e turística e 10 é a parte mais extrema do município.

Se quiser fazer tudo a pé, fique na área 1, chamada de “Praha 1”. Já se não se importar em pegar ônibus ou táxi de vez em quando, vá aumentando a numeração e se lembrando da lógica dela em relação aos pontos mais visitados.

Como ir: brasileiros não precisam tirar visto de turismo para visitar a República Tcheca, mas precisam ter passaporte válido por pelo menos mais noventa dias e as reservas de hospedagem e do voo de volta.

Prague - Charles bridge, Czech Republic

Onde ir: Costa Amalfitana

Imagine todo o charme, o garbo, a elegância, a culinária e a beleza italiana concentrada em um único lugar que tem todo um jeitão de ser a entrada para o paraíso. Esse lugar existe e se chama Costa Amalfitana.

Colorida, praiana e jovial, a região de Amalfi é daquelas para se visitar no alto verão, se hospedar em um bom hotel e aproveitar o lado bom da vida. Isso, claro, exige muito planejamento, já que esse não é um destino barato… mas, pode acreditar: essa viagem compensa cada centavo economizado.

O que fazer: estique-se na praia, passe as noites nas baladas ou visite os melhores restaurantes italianos da costa, porque não existe muita regra. Aqui, o mais formal divide espaço numa boa com o despojado.

Dentre os pontos turísticos estão a Catedral de Sant’Andrea, o Museo della Carta, a Grota dello Smeraldo (uma gruta que vale a visita) e as Panorâmicas de Ravello.

Se quiser praia, praia e apenas praia o dia inteiro, Positano é a cidade a visitar. Com arquitetura e disposição que lembram a costa grega, é o tipo de lugar que não tem museu nem restaurante badalado: só praia, água fresca, drinks e opções boas de vida noturna para fechar os dias.

O que comer: acho que não precisamos nem falar o que a Itália tem em termos de cardápio, certo? Mas, na Costa Amalfitana, não deixe de experimentar uma massa chamada scialatielli, que é menor e mais grossa que o espaguete. Considerada por muitos a “pasta divina”, essa massa leva variados tipos de recheios e pode ser a opção perfeita para o almoço.

Amalfi tem também a sopa maritata, muito comum na região, que leva caldo de verduras e frango e é uma boa refeição para a ceia da noite.

Onde ficar: prepare o bolso para se hospedar em Positano ou Capri, que são duas das cidades mais caras da Costa Amalfitana, mas lembre-se que a regra europeia vale aqui também: nem tudo é só luxo. Se você quer fazer uma viagem mais modesta, ainda que confortável, vai conseguir encontrar boas hospedagens em todas as cidades da Costa. Mais uma vez, a regra é procurar com atenção e antecedência.

Para chegar: você deve descer em Roma ou Nápoli, mesmo porque não existem aeroportos em cidades da Costa. O transporte pode ser feito por trem, ônibus, transfer ou mar. Para entrar na Itália, a regra europeia impera: não é necessário visto de turismo, mas leve consigo todas as reservas, incluindo a do voo de volta.

E leve bastante dinheiro para comer, pois a Itália é um dos lugares do mundo mais aprazíveis aos prazeres do prato…

E você, já visitou algum outro lugar da Europa que vale a visita em um roteirão diversificado? Conte para a gente como você programou sua viagem e nos ajude a fomentar mais opções de viagem.

Se quiser mais dicas de viagem ao Velho Continente, leia no blog da 123Milhas nossas dicas para a Rússia e Portugal! Lembre-se de conferir, também, quais são os problemas mais recorrentes em internacionais – e como evitá-los antes mesmo de sair para o aeroporto.

Beautiful coastal towns of Italy - scenic Positano in Amalfi coast

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