Tem que ir para a Islândia - Blog 123Milhas
Tem que ir para a Islândia

Tem que ir para a Islândia

14 de setembro de 2021

No “Tem que ir” de hoje temos uma experiência de um dos lugares mais inusitados e incríveis do nosso planeta: a Islândia. Para falar desse destino tão diferente, convidamos uma pessoa que esteve no país para nos contar sua incrível experiência por lá. O jornalista Marcello Oliveira, apaixonado por viagens, fez um tour de 5 dias por essa ilha gelada e produziu um relato super especial que vai te mostrar por que você tem que ir para a Islândia! Partiu?

 

 

A ideia era visitar um país exótico que oferecesse experiências únicas, como ver a Aurora Boreal, mas meus cinco dias na Islândia me revelaram muito mais: um dos países mais educados e que possui a capital mais ao norte do planeta: Reykjavik.

 

O diferencial da Islândia está no fato de ser surpreendido do primeiro ao último dia, em todos os aspectos, das paisagens surreais à gastronomia nórdica, passando pela educação do povo islandês, pela limpeza urbana e pela incrível sensação de segurança. E é por isso que afirmo: você tem que ir para a Islândia!

 

Com tantos adjetivos positivos, claro que alguma coisa tinha que ser desfavorável e isso a gente percebe no bolso. Por ser um país extremamente caro, acredito que fiquei o tempo suficiente para curtir o país sem ir à falência: cinco noites.

 

Onde ficar e o que comer?

 

Há bons (e caros) hotéis na capital, Reykjavik, mas optei por um hostel muito bem localizado, no centro da cidade e extremamente limpo e organizado, como tudo na Islândia. Era o melhor preço de hospedagem no país, mesmo assim a diária custava o mesmo que em um hotel de luxo em São Paulo. O café da manhã, pago à parte, resume bem a culinária local: um popular iogurte natural, salsicha de cordeiro, legumes, salmão e ovos. Comer um tradicional e simples hot dog feito com a popular salsicha de cordeiro, custa o equivalente a 12 euros na moeda local, a Coroa Islandesa.

 

 

Resumindo: comer na Islândia é bem caro, mas por ficar apenas cinco dias no país, me permiti visitar alguns restaurantes tradicionais. Há algo em comum entre todos: a sopa islandesa. Nunca tomei uma sopa tão quente na minha vida e ela é assim justamente para que as pessoas possam ir para as ruas tomando a sopa em um copo de isopor, inclusive no inverno, quando as temperaturas chegam aos -15ºC, sem que a sopa esfrie antes de chegar no ponto de ônibus ou em casa. A tradicional sopa é feita com legumes diversos e carne de cordeiro (pode ser substituído por peixe) e acompanhado por um pão.

 

Já perceberam que o cordeiro é a carne mais popular no país, né? Mas por ser uma grande ilha, os pescados também estão em todos os cardápios, com destaque para o salmão e o bacalhau, mas opções de carne de baleia e tubarão também são comuns.

 

O que fazer?

 

Apresentada a gastronomia local, vamos ao que mais interessa: as atrações naturais. O cardápio de “coisas para fazer” na Islândia é mais variado que o menu dos restaurantes e para aproveitar tudo, a melhor opção é alugar um carro, já que a maioria das atrações estão afastadas da capital. Nem preciso dizer que é muito caro a locação de um veículo, mesmo que seja dos mais básicos. Bolso preparado, carro alugado, você pode se aventurar na única rodovia do país, que circula a Islândia. A estrada, além de muito bonita, é bem segura. Mas cuidado ao dirigir por lá, pois nos meses mais frios, o asfalto fica muito escorregadio por causa da neve acumulada e as autoridades costumam até mesmo fechar os acessos para evitar acidentes.

 

 

 

 

Como eu estava sozinho, entrei em um grupo que alugou um micro ônibus e seguimos viagem com a grande vantagem de ter como única preocupação na estrada, curtir a paisagem. Se você viajar no verão, encontrará um país cheio de turistas, muitos festivais nas ruas da capital, baleias e o sol da meia noite.

 

Em alguns dias dessa estação, o sol chega a brilhar 24 horas e a temperatura costuma variar entre 10 e 20 graus. Nem parece que estamos na porta do Círculo Polar Ártico. Isso ocorre porque a corrente do Golfo deixa a temperatura mais amena no verão e no inverno, o mesmo fenômeno não deixa a temperatura despencar muito, deixando o extremo por volta dos -15 graus, mas com médias variando de -5 a 0 grau. A vantagem do inverno é ver a paisagem essencialmente branca e contemplar com grande facilidade a Aurora Boreal.

 

Caçada à Aurora Boreal

 

A Islândia é considerada um dos melhores países do mundo para ver a Aurora Boreal. Só por isso, repito: tem que ir para a Islândia! O fenômeno que colore os céus escuros nos polos da Terra (no Polo Sul é a Aurora Austral) ocorre apenas no inverno, ou seja, de outubro a maio.

 

Porém, na metade de setembro já há chances de ver um dos espetáculos naturais mais incríveis do mundo. Foi justamente neste mês que visitei o país. Setembro é o mês de transição do verão para o inverno, então você tem chances de aproveitar o melhor das duas estações ou então de não aproveitar nada direito.

 

 

Por sorte, consegui não apenas ver a tradicional Aurora Boreal de cor verde, como o nosso grupo testemunhou a Aurora vermelha, considerada uma singularidade naquela região. Para isso, temos que nos afastar da capital por uma hora e meia pela estrada em direção ao interior do país e quando já não há sinal de luz artificial, o ônibus para em um descampado ao lado da rodovia e seguimos a pé por uma pequena trilha no mato baixo, sem nenhuma luz que possa atrapalhar a visualização do espetáculo, como os faróis do ônibus e até mesmo as telas dos celulares.

 

A agência especializada na caçada à Aurora não garante que iremos conseguir ver o fenômeno, mas nos deixa repetir a viagem de graça nos dias seguintes até que ela apareça.

 

Caminhada entre duas placas tectônicas

 

A Islândia é o único país do mundo que se equilibra sobre duas placas tectônicas: a da América do Norte e a placa da Europa e Ásia. No Vale de Thingvellir, distante cerca de uma hora de carro de Reykjavik a divisão entre as placas é nítida e você pode caminhar ou até mesmo mergulhar na fenda que se abre entre elas.

 

Em nenhum outro lugar do mundo você pode encostar uma mão na América do Norte e a outra na Europa, mas uma hora isso não será mais possível, pois as placas se distanciam cerca de 2 cm por ano e um dia a Islândia poderá se rachar ao meio, se tornando duas grandes ilhas.

 

 

Não deixe de ir

 

Separar uma tarde de sua viagem para relaxar em uma lagoa natural de águas quentes é obrigatório. A melhor dica é fugir das mais badaladas por turistas e exploradas por agências. A melhor lagoa é a Secret Lagoon, pouco conhecida entre turistas, mas a preferida dos islandeses. As piscinas quentes cobram cerca de 25 euros pela entrada.

 

O visitante pode usufruir da piscina principal, que tem temperatura de 38ºC, independentemente da estação do ano, mas a água subterrânea chega à superfície em piscinas laterais em uma temperatura de 80ºC e vão esfriando no caminho que percorrem até a piscina principal. Os islandeses dizem que além de relaxar, as piscinas naturais são terapêuticas.

 

 

Não muito longe da Secret Lagoon, um parque repleto de geisers, as famosas crateras onde as águas vulcânicas brotam a cada quatro minutos e sobem até trinta metros, é um ponto de parada obrigatório. Mais um motivo para eu voltar a dizer que você tem que ir para a Islândia! O passeio pela chamada Golden Circle se encerra na Gulfoss Falls, a maior queda d’água do país.

Considerado o país mais feliz do mundo, a Islândia também detém o título de o mais seguro do planeta. A polícia do país atirou para matar uma pessoa pela primeira vez somente em 2013. Como não há muito trabalho aos policiais, eles ficam encarregados de cuidar do trânsito, dar palestras nas escolas, ajudar idosos nas ruas, entre outras funções super tranquilas.

 

A Islândia tem o sexto melhor Índice de Desenvolvimento Humano do planeta. A educação, como já destacada no início deste texto, é de fazer inveja em qualquer um. Os estudantes são alfabetizados em três línguas: islandês, dinamarquês e inglês, mas ainda são obrigados a escolher um quarto idioma para aprender do primeiro ao último ano escolar, que pode ser italiano, francês, japonês, chinês, espanhol ou português.

Não há voos diretos do Brasil para a Islândia. As melhores opções são com conexão em Nova York, Madri ou Londres.

E aí, ficou com a sensação de que você tem que ir para a Islândia? Então comece já a planejar sua viagem para ver de perto as maravilhas dessa ilha gelada!

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