Melhores passeios em Campina Grande - Blog 123Milhas
Melhores passeios em Campina Grande

Melhores passeios em Campina Grande

14 de janeiro de 2022

As praias do nordeste são maravilhosas, mas que tal explorar outros cantinhos da região? A cidade de Campina Grande, na Paraíba, fica na Serra da Borborema e oferece diversos atrativos turísticos e culturais. Fique por dentro do que fazer e dos melhores passeios em Campina Grande. Planeje um roteiro bem completo com a 123milhas. 

A trilha sonora do destino é o forró. Um passeio pelas ruas de Campina Grande ajuda a descobrir a história da cidade, emancipada em 1864. Esse município festivo e hospitaleiro é conhecido como Rainha Borborema, por conta de sua importância na região. Na memória local estão tropeiros, que desbravaram o território campinense, empresários do ramo de algodão e até revoltosos. E, claro, une tradição e modernidade. 

 

Açude Velho

O Açude Velho é um dos lugares mais famosos de Campina Grande. Fica bem no centro e, inicialmente, servia para o abastecimento de água encanada. Com diversas árvores ao redor e o reflexo das luzes da cidade, o reservatório virou um cartão-postal e ponto de encontro dos moradores, que usam o espaço para relaxar ou fazer caminhadas. 

É lá que fica o Museu dos Três Pandeiros, projetado por Oscar Niemeyer, que tem um vasto acervo da arte popular paraibana. 

O Museu dos Três Pandeiros fica na orla do Açude Velho

 

Monumento Os Pioneiros de Borborema 

Próximo ao Açude Velho está o monumento: Os Pioneiros de Borborema, construído em 1964, no centenário da cidade. A obra consiste em três estátuas: um índio, uma catadora de algodão e um tropeiro. As três figuras são muito importantes para a história do município e representam, respectivamente, o início de tudo, o desenvolvimento local com a exportação de algodão e a vocação comercial do município.

Os Pioneiros de Borborema foram esculpidos pelo artista José Corbiniano Lins

Inclua em seu roteiro uma visita para conhecer e tirar fotos com as figuras. O monumento fica ao ar livre e não há restrição de dia ou horário para conhecer. 

 

Parque do Povo

O Parque do Povo foi construído para sediar a Maior Festa de São João do Mundo, uma celebração que ocorre anualmente em Campina Grande desde 1983 e tem duração de 31 dias. É nesse período que a cidade recebe a maior quantidade de visitantes. O espaço vira palco da festança, degustação de comidinhas de festa junina e muito arrasta-pé.  

O espaço tem 42,5 mil m² e comporta seis palcos, ilhas de forró, várias barraquinhas de comida e artesanato, e uma multidão. 

Além da festa junina, o Parque da Cidade também sedia outros eventos, como festas de Carnaval, casamentos coletivos e encontros religiosos. Os jogos da seleção brasileira nas edições da Copa do Mundo são exibidos lá, garantindo muita animação e foguetório. 

Mesmo que você não viaje no período de alguns desses eventos, vale a pena dar uma passada para conhecer toda a estrutura. 

 

Vila do Artesão

A Vila do Artesão é parada obrigatória para quem adora artesanato e lembrancinhas de viagem. Dê uma volta por lá para comprar artigos de decoração, roupas, bolsas, brincos, brinquedos lúdicos, peças feitas de renda, cachaças e muito mais. Tudo é produzido pelas mãos dos artesãos da cidade. 

Dá para descansar e saborear pratos regionais por um ótimo preço na praça de alimentação. Às vezes tem música ao vivo e pessoas dançando forró. Aproveita para cair na dança. 

A Vila do Artesão é importante para valorizar a produção local

O complexo fica na avenida Professor Almeida Barreto, s/n, no bairro São José. Abre de segunda a sexta, das 10h às 17h. 

 

Parque da Criança 

Quem viaja com crianças certamente quer incluir no roteiro lugares lúdicos e ao ar livre, onde os pequenos possam brincar e gastar energia. Em Campina Grande esse passeio é garantido no Parque da Criança. 

A área conta com quadras de vôlei, futebol, basquete e tênis, pistas de skate, bicicleta e caminhada, parquinho com muitos brinquedos e uma extensa área verde, ideal para fazer piqueniques ou descansar. 

O Parque da Criança foi inaugurado em 1993 e fica cheio de moradores no final da tarde

O parque fica na avenida Doutor Elpídio de Almeida, 215, no bairro Catolé. Funciona diariamente das 4h às 11h e das 13h às 20h30. A entrada é gratuita. 

 

Monumento de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro 

A terra do forró presta homenagem a dois ícones da música nordestina: os artistas Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. O monumento chamado Farra de Bodega  é mais um  cartão-postal de Campina Grande.  

As estátuas em bronze são obras do artista campinense Joás Pereira Passos e  ficam localizadas em um girador às margens do Açude Velho.  Além do monumento dos músicos, há também uma mesa com pratos representando as comidas típicas de lá.  Ah, e tem um banquinho, muito usado pelos turistas para fazer fotos. Sente-se também ao lado dos reis do ritmo e do Baião. 

Os dois compositores estão eternizados na música nordestina e, inclusive, já homenagearam Campina Grande em canções.

Aproveite para tirar fotos com as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson Pandeiro

Luiz Gonzaga, também conhecido como Rei do Baião, escreveu a música “Tropeiros de Borborema”. Os versos contam a história das atividades tropeiras e da cultura do algodão. Em “Riqueza da terra que tanto se expande // E se hoje se chama de Campina Grande // Foi grande por eles que foram os primeiros”, o cantor faz tributo ao trabalho dos tropeiros e à importância deles para o desenvolvimento econômico na região. 

Jackson Pandeiro, chamado de O Rei do Ritmo, declarou seu carinho em “Alô Campina Grande”. Com muitos elogios, ele diz que a cidade “Recebe turista o ano inteirinho // Ao seu visitante trata com carinho // Quem vai a Campina, pede pra ficar”. 

 

Museus

 

Museu dos Três Pandeiros 

Visite o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAAP), também conhecido como Museu dos Três Pandeiros, para conhecer melhor a cultura paraibana.  O apelido veio do formato da edificação, feita em três estruturas circulares. Só o projeto arquitetônico, um dos últimos feitos por Oscar Niemeyer, já é um encanto à parte. 

O projeto arquitetônico do Museu dos Três Pandeiros é de Oscar Niemeyer

O espaço preserva a herança do forró nordestino. O acervo documenta o artesanato, a literatura de cordel e a xilogravura. Há uma seção dedicada a mais de 300 artistas paraibanos. Atenção para Jackson do Pandeiro, um dos “pais” do arrasta-pé, e para Elba Ramalho, cantora e rainha do forró. A exposição conta com discos, roupas, instrumentos e objetos pessoais dos artistas. 

Lá também está a maior coleção de cordel da América Latina e vários trabalhos de José da Costa Leite, famoso xilogravurista nordestino. 

A xilogravura no Brasil é muito usada para representar traços culturais do nordeste

O museu fica na Rua Doutor Severino Cruz, s/n, no Centro. A entrada é gratuita e atualmente acontece apenas com agendamento. As visitas são realizadas de terça a domingo, das 13h às 18h. 

 

Museu do Algodão 

O algodão é responsável por boa parte do desenvolvimento econômico de Campina Grande.  A atividade começou no início do século XX e atraiu muitos comerciantes para a região. Nessa época, conhecida como “Era do Ouro Branco”, a cidade foi a segunda maior exportadora da matéria-prima no mundo, ficando atrás apenas de Liverpool, na Inglaterra. 

Para ganhar ainda mais mercado, há mais de 20 anos pesquisadores desenvolvem novas variedades de algodão, garantindo o crescimento dos produtores rurais e dos artesãos. Um passeio pela cidade rende boas compras de roupas, bonecas, chaveiros e outras peças confeccionadas com algodão de vários tons de marrom. 

Esse algodão marrom foi criado por meio do melhoramento genético da fibra e lançou Campina Grande como referência na produção e exportação do algodão colorido. Todos os detalhes dessa história você encontra no Museu do Algodão, espaço projetado para preservar a memória do “ouro branco” e retratar o processo desde o plantio ao produto final.  

O acervo conta com maquinário e utensílios usados na produção, fardos transportados pelos tropeiros e peças feitas com esse material, como vestimentas. Se quiser dar um pulo por lá, o museu fica na rua Benjamin Constant, s/n, no Centro.  O local tem entrada gratuita e fica aberto para visitação de segunda a sábado, das 8h às 17h. 

O Museu do Algodão foi instalado dentro da antiga estação ferroviária da cidade

Que tal descobrir ainda mais sobre a cidade? Conheça os melhores restaurantes e onde comer em Campina Grande!

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