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No coração da Amazônia, confira opções magníficas de passeios em Rio Branco e saiba quais pontos turísticos você tem que conhecer

Na capital do Acre você é lembrado o tempo todo que está no coração da Amazônia. Confira opções magníficas de passeios em Rio Branco e saiba quais pontos turísticos você tem que conhecer, na maior floresta tropical do mundo de formas surpreendentes. Descubra quais são os programas imperdíveis!

No perímetro urbano, museus que retratam um pouco da rica história do estado e centros culturais apresentam o modo de vida dos povos locais. Muita área verde, parques e passeios pela mata atraem os turistas, e passeios inovadores, como voos de balão sobre a Amazônia, são opções que aproximam os visitantes da natureza de maneira espetacular. Continue lendo para descobrir tudo sobre esse destino.

Vista aérea de Rio Branco. Ao fundo, o Rio Acre corta a capital do estado

 

Tour pelos centros históricos

A história do povo acriano é repleta de lutas, a começar pela batalha que travaram pelo direito de ser brasileiros. O Acre foi o último território anexado pelo país, em 1903. Naquela época, apesar de os habitantes da área serem majoritariamente tupiniquins, a faixa de terra pertencia à Bolívia.

Foi depois de uma série de conflitos armados, que ficaram conhecidos como a Revolução Acriana, que brasileiros e bolivianos entraram em acordo, e a região passou a fazer parte do nosso mapa. Somente em 1962 é que o local foi elevado à categoria de estado, novamente depois de muitas reivindicações de seu povo.

Outra história importante que permeia os arredores de Rio Branco é a do Ciclo da Borracha e da cultura dos seringueiros. A extração do látex foi a principal atividade econômica da região durante o século XX, e o local foi berço de importantes ambientalistas e defensores da floresta, como é o caso de Chico Mendes.

No centro da cidade, você vai encontrar uma série de museus, estátuas e referências a toda essa rica trajetória histórica e cultural do Acre. Você pode começar o tour pela Praça da Revolução, onde há um monumento de 12 m em homenagem aos heróis anônimos que lutaram na insurreição acriana. Essa é a principal praça da cidade e costuma receber pequenos eventos, como feiras e apresentações culturais.

Com uma área de 11.250 m², a Praça da Revolução atrai turistas e moradores

Ao redor da praça, bem no coração da capital, fica uma série de prédios importantes, como a sede da Prefeitura e o Memorial dos Autonomistas. Este último preserva a trajetória do movimento que postulou o reconhecimento do território como um estado. Reunindo documentações importantes de toda a história acriana, o museu tem entrada gratuita e funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, e, aos domingos, das 16h às 20h.

Ainda no entorno da praça, temos a Catedral Nossa Senhora de Nazaré, principal igreja do município, construída na década de 1950. Do outro lado da rua, está o Palácio Rio Branco, casa do governo estadual, que se destaca pela sua arquitetura neoclássica.

Sede do Executivo do estado, o Palácio Rio Branco também dispõe de um museu em seu interior

O Palácio abriga um museu com um acervo diverso, que reúne peças arqueológicas, artesanato, artefatos do Ciclo da Borracha e muito mais. O estabelecimento costumava funcionar de terça a domingo, mas foi temporariamente fechado em razão da pandemia do novo coronavírus. Quando agendar sua viagem, você pode ligar para lá e conferir se já está funcionando: (68) 3223-9340.

A menos de dois quarteirões de distância, seguindo na direção da Avenida Ceará, você encontrará um casarão imponente, com estilo colonial. É o Museu da Borracha, que conta tudo sobre o processo de produção do material e o modo de vida nos seringais. O centro fica aberto de segunda a sexta, das 8h às 14h.

 

Muita área verde: conheça os principais parques de Rio Branco

Os parques de Rio Branco são verdadeiros pedaços da Floresta Amazônica preservados dentro da cidade. O mais antigo deles é o Horto Florestal, que fica na zona norte, há menos de 5 km da região central do município. O local dispõe de trilhas, pistas de caminhada, quadras esportivas, estrutura para piquenique e serviços de lanchonetes, além de um lago de 50 metros. Ideal para contemplar paisagens e avistar um pouco da flora e da fauna local, o parque abre, diariamente, às 7h.

Para quem gosta de fazer uma caminhada ao ar livre, o Parque do Tucumã, na região Noroeste, é uma boa alternativa, com seus 1.100 metros de extensão. Outra opção para quem quer fazer atividades físicas é o Parque da Maternidade, na região central da cidade. Seus 6 km de comprimento acompanham um riacho que corta a cidade.

O Parque do Tucumã fica aberto 24 horas, localizado em uma via que dá acesso à Universidade Federal do Acre

Um pouco mais afastado do perímetro urbano, cerca de 20 km ao sul do centro da cidade, está o Parque Ambiental Chico Mendes. O local tem 50 hectares de mata preservada, em um espaço que costumava funcionar como seringal. Algumas outras atrações que os visitantes encontram por lá são um Zoológico e um Memorial dedicado a Chico Mendes. O espaço fica aberto, das 7h às 17h, de terça a domingo.

 

Para conhecer a Amazônia de perto: passeios imperdíveis em Rio Branco

Quer dar uma escapada da cidade e ficar ainda mais imerso na natureza exuberante do local? Alguns passeios próximos a Rio Branco prometem apresentar a Amazônia aos visitantes de maneiras impressionantes. Confira:

 

Voo de Balão

Que tal sobrevoar a maior floresta tropical do mundo e admirá-la por um ângulo totalmente novo? É o que promete (e cumpre!) o voo de balão em Rio Branco. A capital do Acre é o único lugar em toda a Amazônia que oferta essa atividade. Algumas das vistas fantásticas que você poderá observar lá de cima são o nascer do sol sobre a mata e a grandiosidade das árvores que fazem parte do bioma. Você também estará no ângulo ideal para ver os geoglifos da Amazônia.

Você sabe o que são os geoglifos da Amazônia? Estruturas geométricas escavadas no chão da floresta, eles ainda são cercados por muitos mistérios e começaram a ser estudados somente na década de 1970. O que se sabe é que foram feitos por civilizações que habitaram a região há 2 mil anos! Em todo o Estado, são mais de 180 sítios arqueológicos onde já foram identificados esses tipos de desenhos. Como as linhas de Nazca, no Peru, eles são mais bem contemplados do alto.

Os geoglifos remetem a civilizações pré-colombianas e são observados em áreas desmatadas da floresta

O passeio é emocionante e recheado de paisagens naturais. O balão chega até a 100 metros de altura, de onde dá para ter uma ideia da dimensão impressionante da floresta. As castanheiras são as que mais se sobressaem à vista. Se observar bem, também poderá flagrar macacos pulando pelos ganhos, aves sobrevoando o local e ainda ouvir a sinfonia da mata.

Apesar de serem guiados pelo vento, os balões dispõem de pilotos que têm o total controle vertical do veículo

Mas, para isso, é preciso acordar cedo. A empresa que organiza a atividade, a EME Amazônia, costuma buscar os turistas às 4h da manhã no hotel. De Rio Branco até o lugar da decolagem, o tempo gasto é de aproximadamente meia hora de viagem. Já o voo de balão tem duração aproximada de 40 min e é realizado ao sabor do vento. Ao pousar é realizado um café da manhã ou um piquenique no local, com direito a espumante para comemorar a experiência!

O voo de balão é realizado somente se as condições climáticas permitirem, o que exige fazer o agendamento com antecedência. Você pode combinar todos os detalhes com a agência pelo e-mail contato@emeamazonia.com.br, ou pelo telefone (68) 98100-8000. Mas se prepara para gastar uma boa grana, já que os preços ficam em torno de R$ 950,00 por pessoa.

Casa de Chico Mendes em Xapuri

Uma das figuras mais emblemáticas do Acre foi, sem dúvida, o ambientalista e sindicalista Chico Mendes. Começou o ofício de seringueiro ainda criança e lutou a vida inteira a favor da profissão. O ofício, que consiste na extração do látex – a seiva colhida nos troncos das seringueiras –, depende inteiramente da preservação da floresta.

Chico Mendes nasceu em Xapuri, cidade que fica a menos de 180 km de Rio Branco. De carro, é possível pegar a BR-317 e fazer o percurso em cerca de 2h30. Lá, você vai poder visitar a casa onde o ativista morou, até ser assassinado em 1988. Hoje, a construção é um Museu, localizado no centro do município, na Rua Batista de Moraes, 487. Ele fica aberto, de segunda a sábado, das 8h às 18h.

A pequena casinha foi preservada ao máximo e, eventualmente, revitalizada. Carregada de história, a morada ainda abriga os móveis originais do ambientalista e revela um pouco de sua vida e trajetória. 

A morada onde viveu e morreu Chico Mendes poderia passar despercebida se não fosse a placa que a identifica, por ser bem parecida com as construções ao redor

Pequena, a cidade tem poucas opções para turistas. Por isso, uma alternativa é cumprir o itinerário em “bate e volta”. Outra sugestão é seguir um pouco mais adiante, em direção ao Sul do estado, e conhecer o Seringal Cachoeira. 

Museu da Borracha

Apesar de não ser diretamente ligado a Chico Mendes, o Museu da Borracha é um espaço dedicado aos seringueiros no seu ofício. Como outras cidades do Norte do país, Rio Branco teve, no início do século XX, a extração de borracha como principal atividade econômica. Mais do que isso, a capital acriana foi criada a partir de um seringal.

O museu fica em um imponente casarão de estilo colonial e possui o mais vasto acervo sobre a história do estado. As exposições focam principalmente no Ciclo da Borracha e na Revolução Acriana. Algumas áreas do local reproduzem o modo de vida nos seringais, com réplicas das casas dos trabalhadores que exercem essa atividade.

Localizado no centro do município, o estabelecimento fica na Avenida Ceará, a um quarteirão da Praça da Revolução. Atenção para os horários: o local funciona das 8h às 14h, apenas nos dias de semana, de segunda a sexta.

Em frente ao Museu da Borracha, uma demonstração de como é extraído o látex, seiva da seringueira

 

Museu do Palácio Rio Branco

Uma das construções que mais se destacam na capital do Acre é o Palácio Rio Branco, situado na Avenida Getúlio Vargas, a poucos metros da Praça da Revolução. Inspirado na arquitetura grega e nas construções neoclássicas da Europa, ele abriga a sede do governo estadual, além de um Museu Histórico.

De peças arqueológicas a itens que fazem parte do Ciclo da Borracha, tudo o que diz respeito ao Acre está lá. Um dos destaques do espaço é a parte dedicada aos seringueiros e, principalmente, a Chico Mendes. 

Com visitação gratuita, antes da pandemia o Museu operava nos horários de terça a sexta, das 8h às 18h; e, aos sábados, domingos e feriados, das 16h às 21h. Em 2020, o local parou de receber visitantes temporariamente. Por isso, vale se certificar se o local está aberto antes de visitá-lo, entrando em contato pelo número: (68) 3223-9340.

Casa do Poder Executivo do estado, a parte externa em frente ao Palácio Rio Branco foi palco de campanhas de vacinação durante a pandemia da Covid-19

 

Arvorismo e ecoturismo no Seringal Cachoeira 

Localizado há pouco mais de 30 km da sede de Xapuri, está o Seringal Cachoeira. Para chegar lá, é preciso seguir a BR-317 por mais 20 km e então pegar uma estrada de terra de cerca de 12 km de extensão. O seringal fica dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, onde se deram as grandes lutas dos seringueiros em defesa da Amazônia, nos anos 1980. O local é um dos principais pontos onde você pode fazer ecoturismo no Acre.

O arvorismo é a atividade mais radical que você vai encontrar na região. São 16 desafios, durante um trajeto de mais de 600 m de extensão e que varia de 9 m a 25 m de altura em relação ao solo. E, claro, com tirolesa no final, para dar aquela emoção a mais!

Outros passeios de ecoturismo na Amazônia também são oferecidos no seringal: a Trilha da Sumaúma contempla um percurso de cerca de 3 horas para conhecer a maior de todas as árvores da Amazônia. Já a Trilha do Seringueiro começa com uma caminhada antes de o sol nascer, à luz da poronga (a lamparina do seringueiro). Com os visitantes, é realizada a colheita do látex da borracha. A jornada termina com um café da manhã na casa de uma família da floresta.

O circuito de arvorismo no Seringal Cachoeira é dividido: 300m de desafios e 300m escorregando pela tirolesa

 

O que fazer em Rio Branco com chuva

A umidade constante é uma das características do clima equatorial que predomina sobre a região do Acre. Por isso, mesmo que opte por visitar Rio Branco nas épocas mais secas, que ocorrem entre junho e agosto, é possível que você tenha de enfrentar uma tempestade ou outra. Se isso acontecer, saiba o que fazer em Rio Branco com chuva.

Geralmente, nesse período, os temporais são passageiros e não duram muito. Caso um deles alcance você, fuja dos passeios ao ar livre. Aproveite o dia para visitar alguns dos prédios da área central, como o Museu da Borracha, que fica aberto pela manhã, das 8h às 14h; o Memorial dos Autonomistas, que funciona até as 18h, ou até mesmo a Catedral Nossa Senhora de Nazaré.

Também dá para aproveitar a oportunidade e fazer um passeio pelas galerias internas do Novo Mercado Velho. Você pode adiantar a compra dos souvenirs ou apenas conhecer um pouco do artesanato e dos produtos regionais. E, se o tempo chuvoso estiver pedindo, por que não “mandar pra dentro” alguns dos deliciosos pratos que são servidos no

local?
Com muitas lojas em seu interior, o Mercado Velho é uma opção para quem quer fugir da chuva

A gastronomia com seus sabores típicos é um grande atrativo, não só do Mercado, mas também de toda a cidade de Rio Branco. Saiba onde comer na cidade!