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Tour por Inhotim

O Instituto Inhotim é o principal  Museu de Arte Contemporânea e Jardim Botânico  a céu aberto do mundo. Localizado em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o espaço tem a maior coleção de palmeiras das Américas e um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil. Descubra tudo o que você precisa saber para realizar um tour por Inhotim!

Nada se compara ao majestoso paisagismo ou à arquitetura moderna de suas 23 galerias. A arte não fica apenas dentro das instalações, mas também espalhadas pelos jardins dos 140 hectares disponíveis. Visitar o instituto significa ir ao encontro de uma privilegiada exposição com cerca de 700 obras de quase 40 países. Estar em um paraíso botânico com 4,3 mil espécies de plantas de diversas partes do mundo.

Enfim, o que podemos garantir é que esse é um destino completamente memorável. Quer saber mais sobre ele? Venha conhecer os encantos de Inhotim com a gente!

 

Onde fica o Museu Inhotim? 

Inhotim está localizado em Brumadinho, a 60 quilômetros da capital mineira. O visitante pode chegar pela BR-381, sentido São Paulo, ou pela BR-040, sentido Rio de Janeiro, passando por Piedade do Paraopeba.

Funciona de terça a domingo. Para quem não vai de carro, um ônibus liga a rodoviária de Belo Horizonte ao Inhotim. Os valores são R$ 46,15, ida; R$ 86,60, volta. Mais informações sobre horários de viagem e compra da passagem no site da Saritur.  

O Instituto Inhotim funciona de terça a domingo e o ingresso custa R$44 (inteira). Compre aqui. A entrada é gratuita para crianças de até cinco anos e para todos na última sexta-feira de cada mês, exceto feriados, mediante retirada prévia de ingresso. 

 

Educação transversal e visitas mediadas em Inhotim

Para conhecer tanta riqueza de plantas, animais e arte,  a estrutura para atender os  turistas é de primeira. O Instituto dispõe de uma grande equipe de educadores e mediadores  que promovem ações socioeducativas e guiam a visita. 

Os roteiros são feitos com horário marcado e dá para conhecer o espaço em uma visita panorâmica, que inclui passeio pelo jardim botânico e galerias de arte. Ou você pode optar por seguir os mediadores em suas programações temáticas, normalmente focadas em um assunto único. 

Para realizar o tour por Inhotim, inclua visitas mediadas no seu planejamento. Esses passeios ensinam sobre as obras e as espécies botânicas. Sabe aquela boa conversa mineira? Pois é, é imperdível!

As visitas mediadas em Inhotim também são agendadas no site do instituto

MECA Festival e Inhotim em Cena

Imagina assistir a shows como do Caetano Veloso, Lenine e Jorge Ben Jor em um campo botânico maravilhoso e enorme? Além de ser um dos mais incríveis lugares de arte do mundo, Inhotim  também é uma das organizações culturais mais criativas e equipadas do Brasil. 

Desde 2015, o MECA Inhotim, realizado pelo Meca Festivals, ocupa os mais belos espaços de jardim e galerias do parque para uma celebração multicultural sem precedentes no país. 

As atrações vão desde apresentações de importantes artistas da música nacional, até workshops, DJs sets, festas, ativações de marcas e talks. Tudo no melhor estilo “junto e misturado” e dentro da rota dos melhores festivais artísticos do mundo. Novidades gastronômicas estão no cardápio de food trucks e tendas, ditando o sabor do evento. 

As edições do MECA Inhotim costumam acontecer durante o mês de junho
Créditos: Divulgação / Thesummerhunter

Desde 2010, o Inhotim em Cena é outro grande espetáculo do Instituto.  Propõe o encontro entre música, teatro e dança com as artes visuais e a arquitetura.  A ideia é oferecer ao público vasta programação cultural, incluindo apresentações de artistas renomados e nomes revelação no cenário brasileiro e internacional. 

Na edição mais recente, o Inhotim em Cena promoveu shows com artistas como Arnaldo Antunes, Otto e Agnes Nunes nos espaços das galerias e estufas botânicas.  Por conta da pandemia da Covid-19, as apresentações foram transmitidas virtualmente nas páginas de vídeos oficiais do instituto. 

Mas bom mesmo é ver tudo isso de pertinho, né? Então, prepare-se para fazer parte das próximas festividades.  

A apresentação da cantora Agnes Nunes ocorreu no interior da galeria Rivane Neuenschwander em outubro de 2021, em Inhotim
Créditos: Reprodução / Inhotim Organização

 

Inaugurações bianuais em Inhotim 

Novas obras de arte contemporâneas são inauguradas duas vezes ao ano no Instituto Inhotim. Então, fique atento ao calendário de atividades do museu. É mais um excelente motivo para apreciar arte e natureza nesse paraíso botânico e artístico.

As exibições permanentes em Inhotim ocorrem nas galerias chamadas site specific (território específico). Normalmente, elas são batizadas com o nome do artista e o paisagismo do entorno é sincronizado com a obra exposta. 

Apenas quatro pavilhões em Inhotim (Galerias Praça, Mata, Lago e Fonte) fogem desse padrão e compõem o que se chama de sítios temporários. Isso porque a cada dois anos, aí sim, as obras expostas nesses espaços podem ser substituídas por novas inaugurações


Inaugurada em 2002, a Galeria Mata em Inhotim já recebeu obras de artistas como Olafur Eliasson e Laura Vinci

 

Instalações ao ar livre em Inhotim

O Inhotim não é conhecido como o maior museu a céu aberto do mundo à toa, né? De fato, ao caminhar pelos jardins do instituto você vai encontrar muitas obras em diálogo perfeito com a natureza.

O Narcissus Garden, da artista japonesa Yayoi Kusama, é um dos pontos ao ar livre mais impactantes do Instituto Inhotim. É composta por 1.400 esferas de aço, que flutuam na superfície da água e se movem com o vento, no terraço do Centro de Educação e Cultura Burle Marx.  

A instalação foi apresentada pela primeira vez, clandestinamente, na Bienal de Veneza em 1966. Critica a vaidade presente no mercado da arte em referência ao mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem refletida na água.  É uma ótima forma de começar  a conhecer o acervo artístico no parque.

 

As esferas metálicas são uma espécie de “tapete cinético” sobre um lago de vegetação aquática. Fica logo atrás da recepção do Instituto Inhotim

A instalação  mais fotografada em Inhotim é o Magic Square, de Hélio Oiticica. Chamada originalmente de “Invenção da cor, Penetrável Magic Square”, as paredes coloridas encantam os visitantes pela disposição geométrica e jogo de sombras com luz natural. 

É um verdadeiro ponto de encontro em Inhotim, que além de tudo exprime os elementos fundamentais do pensamento desse artista integrante do neoconcretismo no Brasil. Para esse movimento, participar e interagir com a arte é fundamental. 

A instalação Magic Square foi construída a partir de instruções deixadas por Hélio Oiticica antes de morrer

Outro destino importantíssimo de Inhotim é a Beam Drop, escultura formada por 71 vigas de aço presas em um quadrado de concreto, do artista estadunidense Chris Burden. 

Localizada no topo do terreno em Inhotim, a instalação impressiona pelo tamanho das traves de aço e causa curiosidade a respeito de como elas param lá. A gente conta aqui: elas foram içadas por um guindaste e soltas em uma piscina de concreto fresco. 

Na verdade, a obra parte de um ato performático característico no trabalho de Burden. Inaugurado em 2008, o processo de criação do Beam Drop foi filmado e o vídeo está disponível no canal do Inhotim. 

Como se trata de uma performance, o padrão das vigas de aço na escultura Beam Drop são totalmente aleatórios

 

Você sabia?

Por trás desse paraíso tem um “causo” mineiro. Reza a lenda que a origem do nome Inhotim está ligada à fala da população da região de Brumadinho. Tudo começou assim: o nome vem de um minerador inglês, chamado “Sir Timothy“, morador do município. 

O pronome de tratamento “Sir” na língua inglesa ganhou uma nova versão na tradução para o português. Em vez de virar “Senhor”, os escravos chamavam o inglês de “Inhô”. E ele ainda recebeu o apelido de Tim.

Outra curiosidade vem do minerador Bernardo Paz, quem fundou Inhotim. Ele colecionava arte desde os anos 1980 e criou um jardim maravilhoso para recebê-la. Assim nasceu o Instituto Inhotim. 

O portão da antiga fazenda que existia no terreno continua no museu. Ele fica próximo a recepção do Instituto.

Esse é um passeio incrível de ser feito no Brasil e se tornou um dos principais destinos turísticos de Minas Gerais.  Para quem tem pelo menos quatro dias disponíveis para viajar, uma ótima dica é aproveitar a visita ao Instituto Inhotim para conhecer também Belo Horizonte e Ouro Preto. 

Agora, falta conhecer mais sobre as principais galerias, obras e espécies botânicas presentes no museu. Continue a leitura e descubra o que fazer em Inhotim!