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LIDERANÇAS FEMININAS NA 123MILHAS

lideranças femininas

A busca pela igualdade de oportunidades é pauta comum entre mulheres e homens que entendem a justiça como característica inegociável de um mundo melhor. Porém, a bandeira da igualdade é muito mais do que um discurso ou uma peça publicitária, mas um modo de ver o mundo. E é no fato de simplesmente serem como são que a 123Milhas, ao longo de sua história, fez-se terra fértil para que nossas pessoas, das mais diferentes, pudessem demonstrar seu valor.

E nesta Semana das Mulheres , faz-se muito oportuno reconhecer que o crescimento alcançado pela 123Milhas muito se deve à força e ao talento de várias mulheres de nossa equipe. Por sua competência, muitas delas ocupam cargos de liderança, como Jéssica Souza, gerente do Atendimento 123, Grazielly Silva, gerente de Voucher, e Justina Peixoto, gerente de TI.

Protagonistas de histórias de vida diferentes (porque também somos todos diferentes em nossas semelhanças), elas cruzaram-se num ambiente propício ao desenvolvimento de competências e ao reconhecimento do mérito.

“Comecei como operadora do Atendimento, em 2017”, lembra Jéssica. “Depois, fui para o Cancelamento e, após 3 meses, tive a oportunidade de assumir a supervisão do Atendimento. Mais tarde, a empresa precisou de alguém para coordenar o STR, setor de operações, e eu tive esta nova oportunidade. O próximo passo foi a coordenação geral da 123Milhas. Um tempo depois, tive a oportunidade de me tornar gerente de Atendimento. O principal desafio é lidar com pessoas diferentes o tempo todo, e administrar a demanda do cliente da melhor forma, diariamente trabalhando para colocá-lo em primeiro lugar”.

“Vou fazer 10 anos de empresa em agosto”, explica Grazielly, que está entre os colaboradores mais antigos do Grupo 123. “É necessário ter determinação e força de vontade. Entrei na empresa como emissora e, depois, fui para o setor de Reembolso graças aos meus conhecimentos de processos. Quando o então chefe do setor foi assumir a equipe da Emissão, me ofertaram a liderança do setor do Reembolso. Lá permaneci por 5 anos até, recentemente, abrir espaço na gerência para um colega, que era um dos meus supervisores. É isso que um líder quer: que as pessoas cresçam. Nós, mulheres, temos esse tato na liderança. Liderar não é apenas demandar, mas trabalhar e crescer junto. Hoje estou na gerência de Voucher, outra vez começando do zero, e feliz por toda esta trajetória”.

“Estou completando 7 anos de empresa”, conta Justina. “Trabalhei por quase 3 anos como desenvolvedora, na época em que cheguei. Olhar para trás e ver o quanto o time cresceu, o quanto a empresa cresceu, é muito gratificante. Os frutos que estamos colhendo só vieram em razão de muito trabalho. Hoje, posso olhar para trás e ver o quanto evoluí. Até minha vida particular foi afetada pelo meu crescimento na empresa, por essa sequência de desafios propostos. Então, é ótimo participar do resultado que estamos colhendo agora. O desafio de lidar com pessoas e conflitos é grande, sempre quebrando paradigmas, com cultura de gênero, quebrando pensamentos que estão há muito tempo enraizados na nossa cultura, e isso é bom, porque ajudamos profissionais a se desenvolverem também como pessoas. É um aprendizado diário, temos que ter autoridade sem sermos autoritários”.

Reflexões

O Brasil já era tricampeão mundial quando, em 1979, foi legalmente permitido que as mulheres jogassem futebol. Só em 1988 uma Constituição Federal brasileira reconheceu a mulher como igual ao homem. E apenas em 2002 a “falta de virgindade” deixou de ser motivo judicial para anulação de um casamento. Com tantos marcos tardios, nós perguntamos à Jéssica, Grazielly e Justina se elas sentem que a luta das mulheres finalmente tem conquistado espaço de modo mais veloz.

“Acho que esta é uma questão ainda muito difícil no Brasil”, Justina diz. “Meu pai, por exemplo, sempre me chamou a atenção sobre a maneira de me vestir, pois, se acontecesse algo ruim, a culpa seria minha e não de um agressor. Cresci ouvindo isso. Já estive em países onde é falta de educação um homem olhar inadequadamente para uma mulher. Então, você volta para o Brasil e vê o absurdo que é. Às vezes, a gente sai na rua e recebe cantadas e sequer está com uma roupa marcando o corpo, e isso me incomoda. Temos muito que evoluir”.

Grazielly também usou como exemplo uma experiência de viagem internacional. “Quando viajei para a Europa, queria muito ter ido também ao Marrocos, mas desisti porque eu e minhas amigas pesquisamos muito e soubemos dos índices de violência contra a mulher no país. Você precisa se privar de conhecer um lugar apenas por ser mulher”, desabafou.

Já Jéssica levanta uma questão: o corpo enquanto fator determinante no mercado de trabalho. “Antes de trabalhar aqui na 123, eu trabalhava com eventos, panfletagem”, explica a gerente do Atendimento 123. “Algumas pessoas desse meio usam as mulheres como objeto: tem que estar sempre maquiada, com a unha feita, usando legging ou um vestido tubinho, bem marcado no corpo. Às vezes, uma mulher quer trabalhar e não consegue porque o corpo não é o biotipo que eles idealizam”.

Sim, há muito ainda o que se mudar e o que se conquistar em termos de liberdade, direitos e respeito às mulheres. Mas saber que elas erguem esta empresa, e este país, já nos enche de esperança!

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