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Patrimônios da Humanidade que ficam no Brasil

Você sabia que 23 Patrimônios da Humanidade ficam no Brasil? Eles são divididos entre Cultural, Natural e Misto. Atualmente, os patrimônios estão distribuídos por 17 estados brasileiros. 

 

O que é considerado um Patrimônio Mundial?

Os patrimônios mundiais são identificados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como locais de “valor excepcional” para a humanidade. Nesse sentido, a entidade se propõe a proteger e preservar esses lugares. 

Os patrimônios culturais são compostos por monumentos, grupos de edifícios ou sítios, dotados de valor histórico, estético, arqueológico, etnológico ou antropológico. Já os naturais são as áreas consideradas excepcionais pela diversidade biológica e paisagem. Nesses locais, a Unesco promove a proteção ao meio ambiente e o respeito à diversidade cultural e às populações tradicionais.

Os patrimônios classificados como mistos são a junção das duas categorias. 

A qualificação de locais como excepcionais acontece desde a Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural do Mundo, realizada em Paris em 1972. 

Descubra com a 123milhas quais são os patrimônios mundiais do Brasil. 

 

Patrimônios Culturais 

A cultura brasileira é riquíssima, e essa riqueza se traduz em suas cidades, monumentos e locais de referência histórica. Veja alguns exemplos a seguir.

 

Cidade Histórica de Ouro Preto (MG)

Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a receber o título da Unesco, em 1980. Além de já ter sido a capital de Minas Gerais (até 1897), também foi palco da Inconfidência Mineira, e um importante ponto  durante o período de exploração do ouro. Não é à toa que um dos principais caminhos da Estrada Real – maior rota turística do país – tem Ouro Preto como ponto de partida ou chegada. 

Os principais pontos turísticos da cidade são a Praça Tiradentes, a Igreja de São Francisco de Assis e os museus da Inconfidência, Aleijadinho e de Arte Sacra, Casa de Tomás Antônio Gonzaga, dos Contos e dos Inconfidentes. As ruas de pedra e os casarões completam o charme. 

 

Centro Histórico de Diamantina (MG)

O Centro Histórico de Diamantina também compõe a rota da Estrada Real e foi reconhecido como Patrimônio Mundial em 1999. A cidade também foi importante no período de exploração no Brasil, com foco nos minérios e, principalmente, no diamante. 

Os destaques vão para o Museu do Diamante, a Biblioteca Antônio Torres, as residências nobres (inspiradas na arquitetura portuguesa), as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Francisco de Assis, as ruas de pedra e as ladeiras são os destaques da região. 

A Igreja de São Francisco de Assis começou a ser construída em 1766

 

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (MG)

O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos fica no município de Congonhas, aliás é considerado uma das obras-primas do barroco mundial. Começou a ser construído na segunda metade do século XVIII e abriga uma igreja com interior em estilo rococó, estátuas em tamanho real dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas, denominadas Passos, que ilustram a Via Crucis de Jesus. 

As capelas possuem 66 esculturas dos sete grupos de Passos da Paixão de Cristo, compondo um dos mais completos grupos escultóricos de arte sacra do mundo e uma das mais importantes obras de Aleijadinho. 

As estátuas dos 12 profetas foram esculpidas em pedra-sabão por Aleijadinho

 

Conjunto Moderno da Pampulha (Belo Horizonte/MG)

O Conjunto Moderno da Pampulha fica em Belo Horizonte e entrou para a lista da Unesco em 2016. Foi o primeiro bem cultural a receber o título de Paisagem Cultural do Patrimônio Moderno.  

O complexo conta com as quatro primeiras obras do arquiteto Oscar Niemeyer, projetadas nos anos 40: Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (atual Museu de Arte da Pampulha), a Casa do Baile (Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte) e o Iate Golfe Clube (Iate Tênis Clube). 

A paisagem é composta pelos edifícios articulados em torno da Lagoa da Pampulha, um espelho d’água de um lago artificial urbano. Os painéis em azulejo criados por Candido Portinari, as esculturas de Alfredo Ceschiatti e José Alves e os jardins planejados por Roberto Burle Marx também fazem parte do patrimônio. 

A Igreja de São Francisco de Assis é mais conhecida como Igrejinha da Pampulha

 

Rio de Janeiro: paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ)

As paisagens cariocas entre a montanha e o mar receberam esse título de maneira inédita em 2012. A qualificação destaca tanto o assentamento urbano quanto o patrimônio construído. 

A área engloba os cumes do Parque Nacional da Tijuca, o Jardim Botânico, o Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, os morros que cercam a Baía de Guanabara e as paisagens da Praia de Copacabana. O Rio de Janeiro também é reconhecido há décadas como um local de inspiração artística para músicos, artistas, paisagistas e urbanistas, entre outros.

O Jardim Botânico faz parte da área qualificada pela Unesco

 

Cais do Valongo (Rio de Janeiro/RJ)

O Cais do Valongo foi o principal ponto de entrada dos africanos escravizados nas Américas . Entrou para a lista de  Patrimônios Culturais em 2017 e representa o reconhecimento tanto do seu valor universal como da memória da violência contra a humanidade.

Também considera a contribuição dos africanos e de seus descendentes à formação e desenvolvimento cultural, econômico e social do Brasil e do continente americano. 

O local integra o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, juntamente com o Jardim Suspenso do Valongo, Largo do Depósito, Pedra do Sal, Centro Cultural José Bonifácio e Cemitério dos Pretos Novos.

O Cais do Valongo fica na zona portuária carioca

 

Sítio Roberto Burle Marx (Rio de Janeiro/RJ)

O Sítio Roberto Burle Marx (SRBM) é o mais recente patrimônio reconhecido pela Unesco, entrando na lista apenas em 2021. A classificação é de Paisagem Cultural, que reconhece a interação entre o ambiente natural e as atividades humanas. 

Com uma área de 45 mil metros quadrados, o sítio contém mais de 3.500 plantas, cerca de 3 mil obras de arte (com itens do período pré-colombiano à arte moderna), lagos, bibliotecas e edificações. 

O SRMB proporciona a propagação de ideias sobre coleção botânica, paisagismo, horticultura, planejamento urbano, preservação arquitetônica e o diálogo entre natureza e arte.  

O Sítio Burle Marx é um legado do mais famoso paisagista brasileiro

Brasília (DF)

O conjunto urbanístico e arquitetônico de Brasília foi reconhecido pela Unesco em 1987. Foi o primeiro bem contemporâneo a entrar para a lista, já que até então apenas monumentos centenários de cidades históricas eram considerados patrimônios mundiais. 

Brasília foi fundada em 1960 e teve seu conceito idealizado pelo urbanista Lúcio Costa e pelo arquiteto Oscar Niemeyer. O formato de avião da cidade e os monumentos como Memorial JK, Congresso Nacional, Itamaraty, Palácio do Planalto, entre outros locais, marcam o estilo moderno da cidade.  

O Palácio do Itamaraty faz parte do conjunto reconhecido pela Unesco

 

Centro Histórico de Goiás (GO)

O Centro Histórico de Goiás é considerado Patrimônio Cultural desde 2001. Os edifícios que contemplam a área são as igrejas do Rosário, de Santa Bárbara, de Nossa Senhora do Carmo, de Nossa Senhora da Abadia e a Matriz de Santana, o Palácio do Governo, o Quartel do Vinte, a Casa de Fundição, a Casa de Câmara e Cadeia e o Chafariz de Cauda.

A Igreja do Rosário chama atenção no centro histórico de Goiás

 

Parque Nacional da Serra da Capivara (PI)

Apesar de ser uma unidade de conservação ambiental, o Parque Nacional Serra da Capivara foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural por preservar vestígios da presença do homem na América do Sul. A área tombada conta com 400 sítios arqueológicos, a maioria com painéis de pinturas e gravuras rupestres.

O Parque tem cerca de 130 mil hectares e ocupa os municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias, todos no estado do Piauí. 

As pinturas rupestres deram o título de patrimônio cultural ao Parque Nacional Serra da Capivara

 

Centro Histórico de São Luís do Maranhão (MA)

O Centro Histórico de São Luís do Maranhão é um exemplo de cidade colonial portuguesa que conserva suas características urbanas integradas harmoniosamente ao ambiente. 

A área reúne cerca de 4 mil imóveis dos séculos XVIII e XIX como o Palácio dos Leões, a Catedral, o Convento das Mercês, a Casa das Minas, o Teatro Artur Azevedo, a Casa das Tulhas, a Fábrica de Cânhamo, a Igreja do Carmo, etc. 

O Palácio dos Leões foi erguido em 1612

 

Praça São Francisco (São Cristóvão/SE)

A Praça São Francisco está localizada em São Cristóvão (SE), a quarta cidade mais antiga do país. O conjunto monumental, com edifícios públicos e privados, representa o período de união das coroas de Portugal e Espanha, de 1580 a 1640. 

Os pontos de interesse são a Igreja e Convento de São Francisco, a Igreja de Nossa Senhora das Vitórias, a Igreja do Rosário dos Homens Pretos, o Conjunto Carmelita, a Igreja de Nosso Senhor dos Passos e o sobrado de Balcão Corrido da Praça da Matriz.

A Praça foi fundada junto com a cidade, em 1607

 

Centro Histórico de Olinda (PE)

Olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio da Humanidade, em 1982. O centro histórico tem 1,2 quilômetros quadrados e 1.500 imóveis, contemplando edificações coloniais do século XVI, fachadas de azulejos de XVIII e XIX e obras neoclássicas e ecléticas do século XX. 

As construções mais famosas são: Convento de São Francisco, Alto da Sé, Catedral da Sé, Mirante da Caixa D’água, Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda, Mosteiro de São Bento, entre outros.

O Convento de São Francisco foi um projeto do frei Francisco dos Santos

 

Centro Histórico de Salvador (BA)

Salvador foi a primeira capital brasileira (de 1549 a 1763) e está na lista da Unesco desde 1985. As principais edificações são do século XVII e incluem a Igreja dos Jesuítas (atual Catedral de Salvador), Igreja e Convento de São Francisco, Igreja do Carmo, Igreja e Convento de Santa, Igreja e Mosteiro de São Bento, Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e o Palácio do Governador.

A Igreja do Carmo faz parte do centro histórico de Salvador

 

Ruínas de São Miguel das Missões (RS)

As Ruínas de São Miguel das Missões estão localizadas no estado do Rio Grande do Sul, a 476 km de Porto Alegre e próximas à fronteira com a Argentina. A área faz parte dos vestígios do período das Missões Jesuíticas Guaranis, durante o processo de evangelização promovido nas colônias da Coroa Espanhola na América, nos séculos XVII e XVIII.

Além das ruínas, o patrimônio também inclui o Museu das Missões, que abriga uma coleção de esculturas sacras dos Sete Povos das Missões Orientais, sendo a maior coleção pública do gênero no Mercosul. 

As missões foram fundadas e organizadas pela Companhia de Jesus

 

Patrimônios Naturais

Parque Nacional do Iguaçu (PR)

O Parque Nacional do Iguaçu foi reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade em 1986. Com uma área de 200 mil hectares, é a maior reserva remanescente de Mata Atlântica da região. 

A principal atração turística são as Cataratas do Iguaçu, eleita uma das Sete Maravilhas da Natureza em 2011. O território do parque abriga cerca de 400 espécies de aves, 158 de mamíferos, 175 de peixes, mais de 2 mil espécies de plantas e mais de 750 espécies de borboletas.

As Cataratas do Iguaçu fazem parte das Sete Maravilhas da Natureza

 

Reservas da Mata Atlântica (PR/SP)

O trecho da Mata Atlântica que vai da Serra da Juréia (SP) até a Ilha do Mel (PR)  é a maior concentração do bioma no Brasil. São 25 áreas protegidas, que compõem a riqueza biológica e a história evolutiva dos últimos remanescentes. Lá estão mais de 1000 espécies de aves, que podem ser encontradas somente na região, além do ​​mico-leão-da-cara-preta, animal característico do local. 

A Ilha do Mel faz parte da Reserva da Mata Atlântica

 

Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento (BA/ES) 

O título de Patrimônio Natural para as Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento foi concedido em 1999. Consiste em oito áreas protegidas, com 112 mil hectares de Mata Atlântica e restinga, nos estados da Bahia e Espírito Santo. 

As florestas tropicais da costa atlântica do Brasil são as mais ricas do mundo em termos de biodiversidade e, por isso, despertam atenção tanto pela preservação quanto pela importância científica. 

O mico-leão-dourado é uma espécie típica da Mata Atlântica

 

Complexo de Conservação da Amazônia Central (AM)

O Complexo de Conservação da Amazônia Central tem a maior área protegida da Bacia Amazônica e é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta. O conjunto é formado pelo Parque Nacional do Jaú, pelas reservas Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, e pelo Parque Nacional Anavilhanas. 

O local protege algumas espécies ameaçadas de extinção, como o pirarucu gigante, o peixe-boi da Amazônia, o jacaré-preto, o tucuxi e o boto-cor-de-rosa. 

Rio Negro, no Parque Nacional Anavilhanas

 

Ilhas Atlânticas: Fernando de Noronha e Atol das Rocas (PE/RN)

O arquipélago de Fernando de Noronha e o Atol das Rocas foram inscritos na lista da Unesco como Patrimônios Naturais da Humanidade em 2001. As riquezas aquáticas dessas áreas são extremamente importantes para a reprodução e a alimentação do atum, de espécies de tubarão, tartarugas e mamíferos marinhos. 

As ilhas representam uma grande proporção da superfície insular da América do Sul. 

Fernando de Noronha é a ilha da região que possui as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas e de variadas e exóticas espécies de peixes, esponjas, algas, moluscos e corais. 

A Reserva Biológica do Atol das Rocas, localizada próxima a Natal, pode ser acessada apenas para fins científicos para que a biodiversidade local seja protegida.

Fernando de Noronha: arquipélago é considerado um santuário ecológico

 

Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal (MT/MS)

O Complexo de Áreas Protegidas do Pantanal compreende o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e as Reservas Particulares de Proteção Natural de Acurizal, Penha e Dorochê. 

A área tem o maior sistema inundado contínuo de água doce do mundo e um dos ecossistemas mais ricos em vida silvestre. O reconhecimento do Pantanal como Patrimônio Natural se deu pela paisagem, formada por ecossistemas particulares e regionais, que constitui uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do planeta.

A onça-pintada é um dos símbolos do Pantanal

Reservas do Cerrado: Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas (GO)

Os parques nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas foram declarados Patrimônios Naturais em 2001. Ambos fazem parte do Cerrado brasileiro, um dos ecossistemas tropicais mais antigos e diversificados do planeta. Esses locais têm servido de refúgio para várias espécies durante os períodos de mudanças climáticas e são imprescindíveis para a manutenção da biodiversidade do cerrado. 

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança, e tem uma área de 240.611 hectares. Já o das Emas é distribuído por Chapadão do Céu (GO), Mineiros (GO), Serranópolis (GO) e Costa Rica (MS) e tem 132 mil hectares.

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é um ótimo passeio para quem gosta de cachoeira

 

Patrimônio Misto

Paraty e Ilha Grande (RJ)

O primeiro bem brasileiro considerado patrimônio misto contempla Paraty e Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O território tem quase 149 mil hectares e seu centro histórico é cercado por quatro áreas de conservação ambiental: o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. 

A área de entorno tem mais de 4007 hectares e possui 187 ilhas cobertas por vegetação primária, além da rica diversidade marinha. O título foi concedido em 2019.

Paraty faz parte de um patrimônio misto

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