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PCD PODE VIAJAR SOZINHA DE AVIÃO?

PCD pode viajar sozinho de avião?

Rotineiramente, uma pergunta surge em nossos canais de atendimento: portadores de deficiências podem viajar desacompanhados? Para que possamos orientar de forma mais ampla nossos clientes e demais interessados no tema, trazemos ao blog da 123Milhas todas as informações que cercam esse questionamento. Afinal, PCD pode viajar sozinha de avião?

Respondendo objetivamente à pergunta tema deste post: na grande maioria dos casos, sim! Há uma série de cuidados que são dedicados a esse perfil de passageiro pelas companhias aéreas e aeroportos de todo o mundo. É a chamada assistência especial.

Todas as facilidades para a PCD (Pessoa Com Deficiência) ou com mobilidade reduzida devem obedecer à norma NBR – 14273: Acessibilidade à Pessoa Portadora de Deficiência no Transporte Aéreo Comercial. Isso vale tanto para condições físicas, quanto mentais – o que inclui a Síndrome de Down.

O que inclui a assistência especial

A maioria das companhias aéreas do mundo todo oferece os seguintes cuidados especiais para pessoas com deficiência:

assistência no embarque e desembarque;

assistência no armazenamento da bagagem;

assistência no portão de saída;

utilização de uma cadeira de rodas.

O que é necessário para que uma PCD possa viajar sozinha

A pessoa com deficiência que viaja sozinha deve ser capaz de fazer o seguinte:

usar o banheiro de forma independente;

comer uma refeição sozinha;

aplicar a medicação apropriada sozinha;

usar a máscara de oxigênio independentemente.

Se a PCD não for capaz de realizar quaisquer dos pontos acima com independência, o passageiro deve ser acompanhado por outra pessoa que tenha mais do que 16 anos e esteja fisicamente apta.

Atestado médico

A posse de um atestado médico adequado confirmando a possibilidade de viajar é necessário:

no caso de uma deficiência mental, quando o passageiro não é acompanhado por outro passageiro;

se o estado de saúde e/ou o nível de deficiência não é estável;

no caso de transporte de seringas cheias ou medicamentos líquidos;

no caso de uma doença ou cirurgia recente.

Um modelo do certificado, se necessário, é geralmente proporcionado pela companhia aérea. Deve ser preenchido pelo médico da pessoa com deficiência e, em seguida, passado para a empresa.

Escolha do assento

Na hora de efetuar a compra da passagem aérea, uma preocupação fundamental da PCD deve ser a escolha do assento. As companhias aéreas não disponibilizam mais a primeira fileira para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Atualmente, esses lugares são comercializados.

Caso a pessoa não consiga caminhar, isso deve ser informado no check-in para o atendente. Na maioria das vezes não é disponibilizado sem custo o assento na primeira fileira para a pessoa. Nesses casos a solução é utilizar a cadeira de rodas da aeronave, que é mais estreita e passa pelos corredores. Trataremos disso no próximo tópico.

Cadeira de rodas

Companhias aéreas permitem que se leve a sua própria cadeira de rodas para a viagem. Nem sempre há possibilidade de levá-la a bordo do avião, devido ao espaço limitado. Se a cadeira exceder o tamanho que permita a livre passagem na aeronave, deverá ser despachada gratuitamente como bagagem, e as companhias aéreas oferecem uma cadeira de tamanho adequado dentro do avião.

No caso de o viajante levar a sua própria cadeira de rodas, é recomendável informar sobre o peso e tamanho, bem como se é dobrável. Se a cadeira de rodas é movimentada por um motor elétrico, algumas companhias aéreas podem recusar o transporte, ou podem ser necessárias medidas de segurança adicionais no compartimento de bagagem. No caso de cadeiras de rodas elétricas é necessário fornecer informações sobre movimentação por baterias secas ou baterias de eletrólito líquido. No caso deste último, não será possível levar a cadeira a bordo do avião.

As companhias, além de cadeiras de rodas, levam gratuitamente muletas, andadores e bengalas. Uma cadeira de rodas adequada pode ser fornecida gratuitamente também no aeroporto. Em caso de pedido prévio, a cadeira estará numa seção de assistência especial no aeroporto.

Para obter informações detalhadas sobre as companhias aéreas, os tipos de deficiência e as regras relativas ao transporte de cadeiras de rodas ou outros equipamentos de auxílio à mobilidade, verifique os sites das companhias aéreas.

Check-in

O passageiro com restrição de mobilidade deve apresentar-se para o check-in com a mesma antecedência dos demais. Depois de despachar as malas é o momento ideal para tratar das suas necessidades.

Existem cadeirantes que preferem despachar suas cadeiras e se dirigir à aeronave com a cadeira do aeroporto, e há aqueles  que preferem ir até dentro da aeronave com suas cadeiras. Pessoas com mobilidade reduzida podem querer solicitar uma cadeira de rodas do aeroporto para percorrer longas distâncias.

Seja qual for o seu caso, a companhia aérea disponibilizará um funcionário para acompanhá-lo no processo de embarque. Esse funcionário conhece bem o aeroporto e o ajudará a encontrar os melhores trajetos para chegar até o portão de embarque.

Embarque/Desembarque

Logo na entrada da sala de embarque o passageiro encontra as máquinas de raio X. Por fazer uso de equipamentos com metal para se locomover, ele não passará pelo detector de metais. Uma pessoa do mesmo sexo fará uma revista manual e seus pertences passarão pelo raio X. Em muitos casos é solicitado que se tire o sapato ou a órtese e pode-se solicitar auxílio caso necessário.

A pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida é a primeira a entrar e a última a sair da aeronave. Uma das razões disso é de fácil compreensão: com o avião vazio, sem ter pressa, a pessoa consegue se acomodar com mais cautela.

Importante

Por razões de segurança, as companhias aéreas limitam o número de pessoas deficientes a bordo, que deve ser de três a cinco passageiros, dependendo da rota e da transportadora. Por isso, é importante que a reserva seja feita antecipadamente, fornecendo as informações detalhadas sobre a deficiência.

Comprando na 123Milhas, a PCD deve incluir as informações sobre a deficiência e a necessidade de auxílio especial no campo “Observações”.

Por fim, vale uma reflexão. As pessoas são diferentes e possuem necessidades diversas. Não há um protocolo que atenda com precisão à demanda de todos. Além disso, os aeroportos possuem estruturas diferentes, os países possuem legislações diferentes e as companhias aéreas também oferecem tratamentos diferentes.

Por tudo isso, recomenda-se sempre o diálogo. Conversar e explicar o que se necessita pode ser cansativo, mas ainda é a melhor maneira de conseguir atender suas expectativas.

O que achou deste conteúdo? Tem outras dúvidas sobre se PCD pode viajar sozinha de avião? Deixe sua pergunta nos comentários!

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