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Dia do Garçom: conheça BH, a capital mundial dos botecos

Os responsáveis por anotar pedidos, servir as mesas, atender com qualidade e tornar possível o movimento de diversos estabelecimentos têm um dia especial. E nada mais justo do que serem homenageados. O Dia do Garçom é celebrado em 11 de agosto. 

Para comemorar com os protagonistas da data, o Conexão123 preparou um conteúdo exclusivo sobre Belo Horizonte, que recebeu a alcunha de capital mundial dos botecos pelo The New York Times (2007), um dos jornais mais importantes do globo.

BH tem uma média de 28 bares a cada quilômetro quadrado e extensão territorial de aproximadamente 330 km². Portanto, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), a cidade conta com cerca de 14 mil estabelecimentos especializados em petiscos, cervejas e drinques. 

Inclusive, entre os bairros da região, alguns se destacam pela concentração de bares, como Centro, Savassi, Santa Efigênia, Barro Preto, Lourdes, Barreiro, Sagrada Família, Prado, Floresta e Padre Eustáquio.

Além disso, a capital de Minas Gerais também recebeu o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO, em 2019. O reconhecimento refere-se a cidades que estimulam atividades criativas como propulsoras do desenvolvimento sustentável, como é o caso de Belo Horizonte com a culinária. 

Que tal conhecer mais detalhes e peculiaridades sobre Belo Horizonte, reduto de preparos gastronômicos deliciosos, comida de boteco e diversos garçons que mantêm a excelência dos serviços culinários na região!? 

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Belo Horizonte: cidade criativa da gastronomia

Belo Horizonte “exala” aromas que são característicos da culinária mineira, como o cheiro de cafezinho passado na hora e de pão de queijo recém-saído do forno. Hummm…

Só de pensar nessas imagens, já sentimos a boca salivar e desejamos reunir pessoas especiais ao redor da mesa ou visitar alguma cafeteria de Beagá.

Não é à toa que a capital mineira é buscada pelos viajantes justamente pelos deliciosos preparos gastronômicos. A culinária de Belo Horizonte (MG) só dá motivos para ser celebrada e apreciada. 

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Pão de queijo, queijo e café | Conexão123

Café, pão de queijo e queijo são parte da culinária típica de Belo Horizonte

O município recebeu o título de Cidade Criativa da Gastronomia, em 2019, pela UNESCO. O triunfo refere-se a cidades que têm atividades criativas como propulsoras do desenvolvimento sustentável. No caso de Belo Horizonte, a culinária foi reconhecida por carregar tais características.

Criada em 2004, a Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO é um dos principais programas da organização para implantar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e da Nova Agenda Urbana. 

A rede é composta por 246 municípios de mais de 80 Estados-membros da UNESCO e agrega sete áreas criativas: Artesanato e Artes Folclóricas, Design, Cinema, Gastronomia, Literatura, Música e Arte Midiática. 

Ao todo, o Brasil conta com doze cidades classificadas como criativas, de acordo com dados da UNESCO (2022). Descubra quais são essas agraciadas pela congratulação:

Antes de prosseguirmos com mais informações em relação ao território belo-horizontino, aproveite para ver o programa Conexão123 com o renomado chef Leo Paixão, que falou sobre a cidade e a incrível conquista de BH

Belo Horizonte: botecos conquistam os clientes pelo paladar

Torresmos, caldo de mocotó, polenta frita, quiabo na manteiga, bolinho de milho-verde e muito mais. 

Os petiscos encontrados em mais de 14 mil bares de Belo Horizonte conquistam os clientes pelos sabores incríveis. Por isso, a cidade foi considerada a capital mundial dos botecos

Em 2007, o The New York Times, um dos mais importantes jornais do globo, classificou BH como a capital dos bares, já que existem 28 botecos a cada quilômetro quadrado. 

Estes estabelecimentos em questão são conhecidos por ter opções de cervejas, drinques e petiscos, famosas comidas informais que oferecem muito sabor, com opções diversificadas. 

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Mercado Central de Belo Horizonte | Conexão123

O Mercado Central de Belo Horizonte acolhe lojas e também botecos que oferecem petiscos mineiros e cervejas | Foto: divulgação

Mas não pense que estes points são apenas para ser frequentados durante a noite. No decorrer do dia também é possível curtir as alternativas dos cardápios dos estabelecimentos abertos. Veja a seguir alguns dos estabelecimentos que não podem faltar em um tour pelos bares de Belo Horizonte!

Mercado Central

Tomar uma cervejinha gelada com um petisco como acompanhamento é tradição no Mercado Central de Beagá. Na capital mineira, o estabelecimento abriga botecos que valem a pena a visita, como a Casa Cheia e o Bar da Lora. 

Desde 1978, a Casa Cheia oferece o melhor da culinária regional, com opções típicas, entre elas: torresmo especial de barriga, preparado com ervas e cachaça na banha e pururucado no óleo quente. Deu água na boca!

Comandado pelo chef Ilmar Antônio de Jesus, o estabelecimento participou do Festival Comida di Buteco em duas oportunidades: em 2002 com uma receita tradicional da família, o Feijão Mexicano, e conquistou o 2º lugar. E em 2005, quando o preparo Mineirinho Valente ficou em 1ª lugar.

O Bar da Lora começou os serviços com o nome de Lumapa, até que o então comandante do estabelecimento, Paulinho, teve de se afastar da administração e sua filha Eliza assumiu o balcão, sendo a primeira mulher a estar à frente de um bar no Mercado Central. 

Com o passar dos anos, a nomeação foi substituída pelos próprios clientes para Bar da Lora, que ganhou, em 2010, o 1º lugar do Festival Comida di Buteco com o tira-gosto “Pura Garra da Lora”. Outro clássico do Mercado Central que você encontra por lá é a porção de fígado acebolado com jiló. Sabores fortes que só quem já provou sabe como combinam!

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Bar da Lora | Conexão123

O Bar da Lora é comandado por Eliza Fonseca e tem como símbolo a deliciosa comida de boteco com cervejinha gelada | Foto: divulgação

Mercado Novo

O Mercado Novo, também chamado de Velho Mercado Novo, fica a cerca de 2 km de distância do Mercado Central, por isso, é possível fazer um verdadeiro roteiro gastronômico pela região. Apesar do nome do local levar o adjetivo de “novo”, o point existe desde 1963, mas, por décadas, funcionou de maneira adormecida com apenas algumas lojas abertas no primeiro andar. 

A nova roupagem do lugar veio através de Rafael Quick e alguns sócios, quando em 2018 reformularam o ambiente e deram vida ao segundo andar e, recentemente, ao terceiro, esses totalmente voltados ao mundo dos botecos e da gastronomia. 

A propriedade preserva a arquitetura original com paredes de cobogó do chão ao teto, além de privilegiar a luz natural. Os dois últimos andares do espaço são destinados exclusivamente aos bares, entre eles: Cozinha Tupis e Cervejaria Viela. 

Sentar nos bancos ao lado de fora do boteco e pedir os deliciosos petiscos é sinônimo da experiência na Cozinha Tupis, que ainda serve cervejas e outras bebidas.

A Cervejaria Viela é um estabelecimento que traz aos clientes chopes de produção artesanal e tábuas de frios, em barzinho com decoração rústica e clima boêmio. 

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Mercado Novo de Belo Horizonte | Conexão123

O Mercado Novo de Belo Horizonte tem o segundo e terceiro andares destinados apenas para os botecos | Foto: divulgação

Bar do Bolão

Inaugurado em 1961, o Bar do Bolão é administrado pela mesma família há três gerações, o que torna o estabelecimento símbolo das noites de Beagá. 

Localizado no Bairro Santa Tereza, a propriedade busca manter as tradições no cardápio, como, por exemplo, o rochedão, prato mais famoso do menu, que leva em seu preparo arroz, feijão, batata, bife e ovo. 

Além disso, outra opção incrível que ganha o paladar dos frequentadores é o espaguete que vem acompanhado com molho vermelho, cheiro verde e queijo ralado, e garante um sabor único. 

Inclusive, o local é conhecido como “rei da madrugada”, por funcionar até altas horas após o relógio bater 00h, o que torna as noites boêmias ainda mais especiais nos arredores de Belo Horizonte.

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Bar do Bolão | Conexão123

O Bar do Bolão tem como carro-chefe o famoso espaguete, além do rochedão

Bar do Museu Clube da Esquina

A poucos metros do encontro das ruas Paraisópolis e Divinópolis fica o Bar do Museu Clube da Esquina. O local foi inaugurado em 2015 e é uma homenagem ao famoso Clube da Esquina, um dos movimentos mais importantes da música brasileira, que influenciou gerações de artistas e projetou a música mineira nacionalmente.

O boteco é decorado com objetos, painéis e discos que relembram os velhos tempos do icônico Clube. Desde a entrada no bar, o cliente já aprecia uma viagem ao tempo. O espaço, antigo Bar Godofredo, passou por uma grande reforma e atualmente pode atender cerca de 200 pessoas. 

Aliás, o cardápio conta com opções gastronômicas nomeadas em relação à música, como Vento de Maio (bruschettas com antepasto de berinjela) e Nada Será Como Antes (contra-filé na chapa com cebola e pimenta biquinho). 

A programação musical da propriedade ocorre de quarta a domingo e os gêneros explorados são: MPB, jazz e clássicos do Clube da Esquina. 

Dia do Garçom: conheça BH, a Capital Mundial dos Botecos | Bar do Museu Clube da Esquina | Conexão123

O Bar do Museu Clube da Esquina presta homenagem ao icônico Clube da Esquina, que projetou a música mineira nacionalmente | Foto: divulgação

Café Palhares 

Desde 1938, o Café Palhares conquista adeptos da culinária mineira pelo paladar. Afinal, os sabores oferecidos no menu são únicos e incríveis. Não é à toa que o estabelecimento detém os títulos das duas últimas edições do concurso Comida di Buteco, de 2021 e 2022. 

No Café Palhares, encontra-se a combinação de gastronomia simples e de qualidade por um preço justo. Os pratos são completos e prontos, basta o visitante escolher a opção que mais gostar. 

Dentre as iguarias servidas aos clientes, algumas se destacam, como porções de linguiça, dobradinha, pernil e torresmo, além de petiscos, sanduíches, aperitivos e drinks que também compõem o cardápio do espaço. 

Inclusive, um dos carros chefes do menu é o famoso Kaol, ou seja, Kachaça, Arroz, Ovo e Linguiça, na versão original e mais clássica do prato. 

É muita comida boa junta, não é mesmo? Inclusive, em 5 de julho foi celebrado o Dia da Gastronomia Mineira, reconhecida no Brasil pelos sabores tradicionais únicos. Viajar para Beagá é aproveitar a fundo os lugares para comer da Capital Mundial dos Botecos

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